domingo, 26 de dezembro de 2010

Pequena Mensagem para o Ano Novo

Queridos companheiros e amigos do Voz do Cerrado.
Lembrando da vida de Jesus podemos dizer que ele foi um revolucionário para sua época, e ainda o é.
Poucos o entenderam. Muitos o crucificaram.
Sua mensagem de amor e caridade tentou ser abafada pelo rancor e pela ganância.
Aqueles representantes do Poder, que se julgavam os donos da verdade, na época, hoje ficaram para a história como verdadeiros algozes.
Hoje, também, os representantes do Poder, não só se julgam os donos da verdade como muitos até se julgam o próprio Deus.
As vozes que tentam sensibilizar os todo-poderosos, sejam da política, do capital, dos empreendimentos que depredam o meio ambiente e subjugam pessoas, também estão sendo abafadas, atropeladas, massacradas.
No entanto, o tempo dá a justa medida de nossas atitudes e escolhas.
Por isso, amigos ambientalistas, ativistas, idealistas enfim, não desistam.
Nosso sonho é uma das poucas coisas verdadeiras que nos restam, nesses dias de "capitalismo selvagem", ou melhor dizendo, "capitalismo predatório e suicida", já que o Homem é o único Ser Predador da Mãe Terra e de Si Mesmo.
Quisera pudéssemos expulsar de nosso cerrado, matas, florestas, câmara, senado, aqueles que cometem sacrilégios e pecados, assim como Jesus expulsou aqueles que comercializam nos templos, na Casa do Pai.
Mas nada passa despercebido aos Olhos do Criador.
Muito será pedido a quem muito foi dado.
Os "Césares" de hoje serão ruínas amanhã.
Nem o exemplo de Jesus e sua renúncia em nosso favor foram o suficiente para aplacar a ganância dessas almas dignas de dó.
E ainda pronunciam o nome de Deus, imaginando cobrir suas tramas perversas e monstruosas.
O sol, no entanto, ainda se levantará, diluindo a escuridão, mesmo que muitos tentem disseminá-la.
Um único canto de pássaro será o suficiente para calar a motoserra da insensibilidade e o trator de esteira da ignorância.
Assim Seja. Amém.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal

DESEJO A TODOS UM FELIZ NATAL E UM ANO

NOVO MAIS COMPROMISSADO COM O
NOSSO ESTADO DAS MINAS DAS ÁGUAS GERAIS!!!
DE UM POVO SIMPLES,
ACOLHEDOR, MATREIRO,
MAS QUE DEVAGAR ESTÁ SENDO EXTINTO...
ASSIM COMO NOSSO CERRADO,
NOSSAS MATAS,
NOSSAS VEREDAS,
NOSSAS CANTORIAS
EM NOITE DE LUA CHEIA,
AO RABO DE FOGÃO ,
DAS FAZENDAS,
CONTANDO HISTÓRIAS DE ASSOMBRAÇÃO...
MINAS CORAÇÃO DO BRASIL...
UAI QUE LUGAR É ESSE MOÇO?
TÁ VENDO AQUI ESSAS CRATERAS...
ESSES BURACOS FUNDOS COM
LAGOS AZUIS SEM FIM...
POIS AQUI SEU MOÇO,
VIVIA UM POVO MUITO
HOSPITALEIRO,
MUITO BOM, AMIGO E IRMÃO,
QUE DE TÃO BÃO ,
ABRAÇOU O INIMIGO
SEM SABER QUE HAVERIA
DE TER SEU LUGAR
TRITURADO,
CONSUMIDO,
DESTRUÍDO
SEM DÓ
NEM PERDÃO!!!!
DORINHA ALVARENGA

sábado, 4 de dezembro de 2010

Mudanças no Trânsito de Uberaba. Para melhor ou pior?


Zig-Zag (internet)

Itinerário: Bairro São Benedito em direção ao Bairro Grande Horizonte. O que antes era um simples gesto, agora parecia um labirinto. Via rua da Medalha? Trânsito impedido. O jeito é ir pela Conceição das Alagoas, contornar a rotatória da Medalha, subir paralelo à Rua da Medalha, virar à direita... e virar à esquerda, retomando o antigo caminho? Mas não, era contramão, também. Então... seguir até o Supermercado Guarato e virar à esquerda... mas que sinalização era aquela? mão inglesa? Só então chega-se ao Centro Administrativo para chegar ao destino. Meu Deus, que maratona, que zig-zag, e o consumo de combustível, além do necessário, nem se fala. Isso para citar um só exemplo, dentro de dezenas, centenas.

Como ambientalista fico lembrando das trilhas que os animais fazem no seu habitat. Geralmente são os mais óbvios e simples. Deveríamos seguir a sabedoria, ou instinto, como queiram, de nossos irmãos da natureza.

Há tantas outras prioridades em nosso município. Sinceramente, não sei qual a verdadeira pretensão de todo esse "contorcionismo" terrestre. Com todo respeito ao executivo, técnicos e profissionais contratados nessa questão, mas uma mudança em grande escala como se tem feito, deveria no mínimo ser objeto de uma audiência pública, uma consulta prévia à população, com análise de caso a caso para só depois ser implantada. É dinheiro público que está sendo gasto, não se esqueçam. Não se mexe assim na vida das pessoas, nas atividades comerciais, na rotina escolar, e tantas outras situações do nosso dia-a-dia de modo tão impositivo, para não dizer autoritário.
Embora muitos têm reclamado das mudanças, até solicitando reunião com o Prefeito, sou um pouco discrente que a PMU vá voltar atrás.

Recentemente protocolei reclamação no Ministério Público quanto ao transporte coletivo, que também teve mudanças para pior: impossibilidade de integração em várias linhas, a não ser que se aguarde 1 ou 2 horas no ponto; ausência de cobradores em várias linhas, dificultando o trabalho do motorista e aumentando as chances de acidente; limite de tempo para utilização do cartão estudantil, entre outras reclamações. A notícia, porém, que tive de reunião da Associação dos usuários com a Prefeitura, via MP, é que meus questionamentos foram considerados "loucura" por representante do executivo.
É realmente "loucura" esperar 2 horas para um coletivo passar no Conservatório de Música no período noturno. É mais fácil ir à Uberlândia do que deslocar-se entre os bairros em Uberaba.

Se eu fosse vereador iria propor uma lei que obrigasse o Prefeito e Secretários se locomoverem, ao menos 1 vez por mês, via transporte coletivo. É muito fácil transitar de carro oficial com ar condicionado e motorista, quando nós simples mortais cidadãos somos "obrigados" a enfrentar uma luta diária para simplesmente trabalharmos, já que lazer geralmente não podemos ter, visto que nos finais de semana é melhor ir à pé a esperar o transporte coletivo.
Quando achamos que "pior não dá pra ficar", como disse o Tiririca, somos surpreendidos. Isso é Brasil.

A Caminho dos Covoais é lançado na UFTM

Ricardo Urias, Carlos Perez, Vice-Prefeito Paulo Mesquita e seu filho Paulinho.

"A Caminho dos Covoais" é um projeto de educação ambiental da ONG Geração Verde que utiliza o Fundo do Meio Ambiente, e conta com o apoio da Promotoria do Meio Ambiente e da Secretaria de Meio Ambiente e Turismo, além de empresas locais.
Os covoais são formações geológicas de solo hidromórfico, funcionando como uma esponja, e que abastece afluentes e rios.
A região do Rio Claro, que tem sido transposto em períodos de seca, é predominante em covoais. Um dos sérios problemas é o avanço da agricultura sobre essas áreas, comprometendo esse ecosistema, além da utilização de agrotóxicos, envenenando suas águas e toda vida que dela depende, inclusive a nossa.
Destaque para as falas de Ricardo Urias-Geração Verde, Promotor Carlos Valera, Secretária de Meio Ambiente e Turismo Renata Mesquita, do Vereador José Severino e do Vice-Prefeito Paulo Mesquita.
Um dos objetivos do projeto é transformar as áreas de covoais de nosso município em Unidades de Conservação, conforme citou a Secretária de Meio Ambiente e Turismo.
Essa medida pode também estender-se a municípios vizinhos, através de parcerias com o Estado.
Aliás, as Unidades de Conservação tem sido uma das pouquíssimas saídas para o meio ambiente em nosso país, por isso, sua ampliação deve ser focada ao máximo.
Estiveram presentes inúmeros ambientalistas. 
Em nome do movimento ambientalista agradeci ao Vice-Prefeito Paulo Mesquita pelo seu Projeto de Lei nº 23/2010 que acata determinação do Ministério Público em defesa do Plano Diretor e Lei Orgânica do Município que proíbe a monocultura, principalmente a cana-de-açúcar no perímetro urbano, e pedi aos vereadores que aprovassem o projeto.
Betânia, representando a ONG Anga de Uberlândia, veio prestigiar o evento.
Parabéns a ONG Geração Verde pelo brilhante projeto e pela história de luta em defesa do Meio Ambiente e de um mundo mais sustentável.



terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Caminho dos Covoais - 2 de dezembro na UFTM - 20 h

Convite do amigo e ambientalista Ricardo Urias.
A Caminho dos Covoais.
Local: UFTM
Dia: 2 de dezembro
Hora: 20 horas

Pedreira de Lea será desativada em dois meses-JM



Água mole em pedra dura tanto bate até que fura, já dizia o ditado. E foi assim que o movimento ambientalista conseguiu mais uma vitória para o meio ambiente e a comunidade uberabense. Porém, poucos se lembram daqueles que verdadeiramente se empenharam e denunciaram mais esse crime ambiental ao Ministério Público Estadual. Mas vamos olhar para a frente, pois a demanda é grande. Agora é ficar de olho na recuperação da área degradada e fiscalizar. Fica porém a lição: Ter o poder não significa estar com a razão e impor sua vontade. Ter o poder significa representar a comunidade, ouvi-la e priorizar o bem comum, que é social e ambiental.

A seguir, matéria do JM online:

"Promotoria e Secretaria do Meio Ambiente se reuniram na semana anterior, e de acordo com planejamento apresentado pelo município, a Pedreira de Lea será desativada em aproximadamente 60 dias. Nesse período começará a funcionar o novo depósito de resíduos sólidos, ao lado do atual aterro sanitário.

A Secretaria de Meio Ambiente apresentou ao promotor Carlos Valera o plano de trabalho. Segundo o promotor, uma empresa de Ribeirão Preto será responsável pelo depósito de resíduos sólidos, inclusive já adquiriu a área. “O local será ao lado do aterro sanitário, no prazo máximo de 60 dias já vai estar em atividade e a Pedreira de Lea será desativada. Para assim a Secretaria começar a recuperar a área”, ressalta.
Já foi definido com a Secretaria o Plano de Recuperação da área degradada, onde um técnico vai elaborar ações para recuperar o local. “No geral essas ações de recuperação levam de 6 meses a um ano. Quanto à nova área, já foi autorizada pelo órgão de defesa do Meio Ambiente estadual, e há informações que esta semana começa a preparação com a terraplanagem”, completou o promotor Carlos Valera.

No primeiro momento será apenas o depósito de resíduos sólidos da construção civil, mas segundo a promotoria, em um segundo momento será elaborado um plano para outro aterro, mas que requer mais tempo de elaboração."


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Projeto estabelece novos parâmetros para o cultivo da cana-de-açúcar - Élvia Moraes - JM

Em correspondência protocolada na presidência da Câmara, o ambientalista Carlos Marcos Perez Andrade, mais conhecido como Cacá, solicita empenho dos vereadores na aprovação do Projeto de Lei Complementar 23/2010. A matéria revoga dispositivos de leis anteriores normatizando o cultivo da cana-de-açúcar em Uberaba.

No documento, Cacá parabeniza o vice-prefeito Paulo Mesquita (PR) por acatar determinação do Ministério Público na época em que substituiu Anderson Adauto (PMDB) à frente da Prefeitura.

O MP declarou a inconstitucionalidade da Lei Complementar 397/2008, que revogou artigo 359/2006. Traduzindo em miúdos: a monocultura da cana-de-açúcar deve respeitar distância mínima de três mil metros contados do limite da zona urbana de Uberaba.

Quando esta metragem foi quebrada em projeto do prefeito Anderson Adauto (PMDB), o ambientalista colheu centenas de assinaturas que, encaminhadas ao MP, originou uma Ação Civil Pública.

Intenção era impedir o avanço da monocultura da cana, especialmente no perímetro urbano de Uberaba e áreas em desenvolvimento como Peirópolis, Ponte Alta, Baixa, Capelinha do Barreiro, São Basílio, Santa Fé, entre outros.
A preservação das áreas irá assegurar, de acordo com Cacá Perez, o cumprimento do Plano Diretor da cidade. “Sou defensor incondicional do meio ambiente e da boa qualidade de vida do uberabense.”


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Fundação Cultural promove reunião com “Rede de Pontos de Cultura”


Presidente e Diretores da FCU com representantes dos Pontos de Cultura de Uberaba
A FCU realizou uma reunião na manhã desta terça-feira (9), a fim de se inteirar sobre o andamento dos trabalhos dos pontos de cultura da cidade. O encontro aconteceu no TEU – Teatro Experimental de Uberaba, onde estiveram presentes alguns representantes de cada projeto, o presidente da Fundação Cultural de Uberaba, Rodrigo Mateus de Oliveira Signorelli, o diretor de relações institucionais da FCU, Wellington Félix (Zuzu) e a Assessora de Captação e Fomento, Lisete Resende.

Durante o encontro os pontos fizeram uma pequena demonstração do andamento de seus projetos e falaram sobre o que esperam da Rede de Pontos. A Rede é a principal ação do Programa Cultura Viva. Com o lançamento do Mais Cultura - maior programa do MinC para os próximos anos e que está inserido no PAC Social (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal - novos editais para seleção de Pontos de Cultura puderam ser realizados em parceria com governos estaduais e prefeituras.

Em Uberaba a Fundação Cultural é a responsável pela coordenação dos trabalhos, desde a formulação do edital até a supervisão e fiscalização da Rede de Pontos de Cultura na cidade. Para Rodrigo Mateus de Oliveira Signorelli, presidente da Fundação Cultural de Uberaba, essa interação entre os pontos é muito importante para a Rede. “Conhecendo o trabalho um do outro e interagindo os projetos, a rede estará cumprindo seu papel de levar cultura para o maior número de pessoas possível” ressalta Mateus.

Marcela Pires
Assessora de Comunicação
Fundação Cultural de Uberaba

sábado, 6 de novembro de 2010

DIÁRIO DE BORDO: O CERRADO E SEUS ENCANTOS... por Jorge Bichuetti

Chove... Terra agradecida... Um sábado de quietude e sonhos...

Ou uma nobre e singela homenagem da Mãe Gaia a um guerreiro que por ela sofre, luta, canta e caminha..

Valente e terno, destemido e perseverante... Tem a meiguice do Cerrado e força das cachoeiras da nossa Terra...

Assim, é Carlos Perez... o Nosso Querido Cacá: ecologista, músico, militante da cultura, dos direitos humanos e das utopias que denunciam/anunciam: um outro mundo é possível...

O município de Uberaba tem, agora, legislação que o protege nos seus entornos da nefasta ação da cana...

Obrigado, Cacá... Pela Mãe Terra, pelo nosso povo e pelos que virão, lhes agradecemos...

A voz do cerrado é um blog que diuturnamente defende a natureza, o homem , as artes, a vida... porta-voz das árvores e dos rios, do céu estrelado e das aves que voam na imensidão...

Pela reversão do aquecimento global, pela manutenção das matas e da biodiversidade, pela sustentabilidade, pela educação ambiental... pela vida de harmonia e criatividade, de trocas solidárias e mútuo respeito... pelo homem e natureza acoplados num ato de amor... canta, fala, critica, reinvindica e profetiza A voz do Cerrado..

Aqui, estou... eu e a minha pequena Lua , e nós, iniciamos nosso dia... Lhe abraçando com nossa gratidão, que é de todo o coletivo chamado humanidade...

A Lua já me pergunta se não haverá mais fuligem, tucanos famintos bebendo a sua água que ela compartilha, chorando pela tristezas destas pobres aves que perderam suas casas...

Me pergunta: se haverá sempre quaresmeiras, pois ela gosta de ver o seu pai com o olhar perdido, mergulhada na beleza de tantas flores...

Disse audaciosa que os rios estarão limpos e saudáveis, e que não poderei impedi-la de nadar na liberdade de uma natureza florescente e protegida...

Escuto e penso... peça ao nosso amigo, filha, o Cacá da Voz do Cerrado, que continue lutando...

Ele conhece a velocidade do sonho( Subcomandante Marcos):

"A velocidade do sonho, ah, esta eu não sei.. mas a velocidade do pesadelo é mesmo velocidade do baixar-se os olhos, do cruzar-se os braços, do acovardar-se, do acomodar-se diante das injustiças..."

E continua, depois de narrar o sofrimento do povo maia, dizendo:

" Talvez, posso eu dizer, neste barraco onde um frio no teto, me permite ver uma estrela que me espia, possa eu dizer que a velocidade do sonho, seja a mesma velocidade com que em meu sonho, deitado nas coxas da mulher amada, desenho em seus pés, palavras de amor eterno."

Ave, Carlos Perez... Ave, a Voz do Cerrado!...

Fonte:

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Prefeito em exercício Paulo Mesquita acata parecer do MP contra a cana-de-açúcar no perímetro urbano-Carta aberta aos Vereadores


Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Vereador Ripposati e Vereadores Godoy e José Severino
(membros da Comissão) recebem carta (em anexo) dos ambientalistas Cacá Perez e Milo Sabino.
Ao: Exmo. Sr.
Lourival dos Santos.
D.D. Presidente da Câmara Municipal de Uberaba
Extensivo a todos os Vereadores dessa Egrégia Câmara.
N E S T A

Senhor Presidente e Senhores Vereadores.

Quero aqui, em nome de todos os ambientalistas do município de Uberaba, por ocasião do “Of. Nº 133-SEGOV/2010” de 27 de setembro e endereçado à Presidência dessa Casa, parabenizar o então Prefeito em exercício, Paulo Miguel de Mesquita e o Secretário Municipal Interino de Governo, Mauro Humberto Alves, que em “REGIME DE URGÊNCIA”, acatando parecer do Ministério Público, que declarou a “INCONSTITUCIONALIDADE da LC 397/2008, que revogou o dispositivo da 359/2006”, “restabelecendo-se, assim, o inciso I do artigo 313 da Lei Complementar nº 359, de 05 de dezembro de 2006”, que diz: “ART. 313 – São diretrizes para a Macrozona de Transição Urbana: I- impedimento da monocultura, especialmente da cana-de-açúcar; respeitada a distância mínima de 3.000 m.(três mil metros) a contar do limite da zona urbana da cidade de Uberaba;”, tomaram a iniciativa de tão valiosa causa.

Soube da excelente notícia através da assessoria do Vereador Itamar, que em 2008 foi solidário à nossa luta, juntamente com a então Vereadora Marilda, que votaram contra a revogação do inciso I, do ART. 313 em questão, esclarecendo que em 13 de dezembro de 2007 foi protocolada no Ministério Público uma ação civil com centenas de assinaturas, que dizia: “Pelo Cumprimento do Plano Diretor que Proíbe o Plantio de Monocultura, especialmente da Cana de Açúcar no Perímetro Urbano do Município de Uberaba (Cidade de Uberaba, Áreas de Desenvolvimento: Peirópolis, Ponte Alta, Baixa, Capelinha do Barreiro, São Basílio, Santa Fé, Parque do Café, Santa Rosa, Chácaras Praia do Rio Claro; Eixos de Desenvolvimento / Rodovias BR-050 e 262 / trechos, com faixas de transição de 1000 metros, 500 em cada margem e Avenida Filomena Cartafina, com área de transição de 2000 metros, 1000 em cada margem); Distritos Industriais; Diretrizes para a Macrozona de Transição Urbana; Sítios Paleontológicos, Históricos, Científicos e Culturais; e Cumprimento da Lei Orgânica do Município de Uberaba, que estabelece o limite de 10% do total da área do município para o plantio da cana-de-açúcar”. Assinaturas essas que me sinto aqui representando-as, novamente. Maiores informações podem ser encontradas no blog “Voz do Cerrado” ou levadas à essa Casa pessoalmente, se assim for necessário.

Convém destacar que a “Seção III – Da Macrozona de Transição Urbana, ART. 312 – A Macrozona de Transição Urbana é constituída pelas áreas situadas nas franjas da zona urbana da Cidade e dos Núcleos de Desenvolvimento, situados no meio rural” está em vigência, e portanto, todo o Município de Uberaba deve ser defendido e não apenas a Cidade de Uberaba.

Continuando, conforme esclarece a mensagem nº 144 de 2010, do então Prefeito em exercício Paulo Mesquita, “Estamos diante do instituto conhecido como REPRISTINAÇÃO. “A repristinação ocorre quando uma lei é revogada por outra, e posteriormente, a própria norma revogadora é revogada por uma terceira lei (...). “A repristinação pode ser compreendida como uma restauração, ou seja, uma forma de se voltar a uma passada estrutura ou situação jurídica”.

E continua: “É certo que a Administração Municipal está movida por um sentimento comum da sociedade, que tem sofrido com as queimadas próximas às suas casas. Da mesma forma o projeto também tem a clara intenção de preservação do meio ambiente.

Desta forma, esperamos a aprovação do presente projeto para atender a determinação da Procuradoria Geral do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, bem como, manter nossa legislação em favor do Meio Ambiente”, finaliza a mensagem.

Estamos diante de um fato histórico para o meio ambiente e a qualidade de vida de toda comunidade uberabense.

Sendo assim, solicitamos veementemente ao nobre Presidente e aos nobres Vereadores, representantes do bem comum de nossa sociedade, a APROVAÇÃO do PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 23/2010 que “Revoga a Lei Complementar Municipal Nº 397/2008 que” “Revoga o dispositivo da Lei Complementar Nº 359, de 05 de dezembro de 2006, que institui o Plano Diretor do Município de Uberaba”, “e contém outras disposições”, anexa ao ofício já mencionado.

Salientamos a valorosa contribuição da Promotoria do Meio Ambiente, em especial ao Promotor Carlos Valera, imprescindível para que a defesa do bem comum e do meio ambiente do município de Uberaba seja restaurada.

Finalizando, temos plena certeza de que o Plano Diretor, amplamente discutido e aprovado por toda a população de Uberaba, será respeitado, restaurado e fiscalizado pelos digníssimos Senhores Vereadores.

À inteira disposição dessa Casa.
Atenciosamente,

Uberaba, 5 de novembro de 2010

CARLOS MARCOS PEREZ ANDRADE
Ambientalista, Relator do abaixo assinado da sociedade civil encaminhado ao Ministério Público em 13 de dezembro de 2007 e Coordenador do blog “Voz do Cerrado”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A reeleição da destruição

A natureza é nossa primeira e eterna inspiração, espero que não seja a última.

Se a educação ambiental, a educação em seus aspectos mais amplos, fosse realmente prioridade em nosso país, as pessoas compreenderiam a importância do meio ambiente, da mãe terra, da sustentabilidade, da biodiversidade, das culturas nativas, enfim, da vida, e certamente não teríamos esses verdadeiros algozes da natureza sendo reeleitos, para tristeza de todos nós brasileiros e do planeta.

De que adiantou o governo Lula investir nas universidades públicas, se elas próprias foram usadas pelos lobbystas ruralistas para promoverem suas "audiências públicas" fraudulentas e criminosas, e sem nenhuma resistência dos "universitários"?

O ensino também está a serviço do capital e dos modelos tirânicos de sociedade.
Quando participo de atividades pedagógicas e artísticas para adolescentes, fico imaginando o que será de nós.
Raríssimos são aqueles que demonstram uma maior sensibilidade e preocupação com a natureza e com o que estamos fazendo com nosso planeta.
Vejo mentes brilhantes sendo engolidas pelo sistema produtivo capitalista sem o menor constrangimento.
Nossa geração, que tanto lutou pela liberdade, justiça inclusive a ambiental, ética, espiritualidade, e outros princípios fundamentais para a humanidade, hoje, em sua maioria, está em cargos públicos ou privados fazendo exatamente aquilo que tanto foram contrários.

Vejo grandes amigos de sólida base cultural com especializações acadêmicas e até mestrados, defenderem as mudanças no Código Florestal e se esconderem atrás de seus cargos e suas benesses.
O que cobrar então de políticos distantes de nós ambientalistas e até adversários nossos?

O congresso nacional acolheu novamente personagens do mensalão e destruidores do Código Florestal, e trouxe novos personagens que simbolizam o deboche da política nacional, como é o caso de Tiririca, e ainda por cima defendido por Lula, ironizando sobre as autoridades que pediram uma comprovação de alfabetização do candidato eleito. Que belo exemplo Lula, somado ao desestímulo à leitura de quem, segundo ele próprio, não consegue chegar ao final de um livro. Sendo assim, está tudo certo então. Os políticos são realmente os autênticos representantes do povo brasileiro, que não lêem, não questionam, não fiscalizam seus candidatos.

A continuar esse modelo educacional pragmático que visa o vestibular, jamais teremos cidadãos conscientes, apenas números para engrossar as estatísticas ortodoxas do poder.

Há muitos anos, ao final das eleições, nem me sinto feliz, nem me sinto frustrado. A realidade política está tão distante de meus sonhos e ideais que já não projeto espectativas. Vivo em um mundo paralelo de sonhos. Nunca imaginei que a realidade pudesse ser mais monstruosa do que os pesadelos que cheguei a imaginar. Talvez por isso, alguns dizem que estamos literalmente no inferno. Talvez isso explique o aquecimento global. O mundo externo reflete nosso mundo interno. Ou muda-se então, a essência do pensamento e da alma humana ou corres-se atrás do prejuízo, se houver pernas.

Abraços a todos.
Cacá Perez

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Carta aberta a Dilma e Serra - Marina/PV

Fonte: Blog da Marina
Postado em 17/10/2010 por Equipe Marina
Em carta aberta a Dilma e Serra, Marina destaca riscos do atraso político

Ao final da Plenária Nacional do PV, a senadora Marina Silva, ex-candidata do partido à Presidência da República, leu carta aberta destinada aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para apresentar seus argumentos em defesa de um posicionamento independente no segundo turno da eleição presidencial.

“Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro”, afirmou Marina.

No documento, a senadora chamou a atenção para a história republicana do Brasil: “Vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB”.

“Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas conseqüências”, afirmou a ex-presidenciável.

Marina relembrou que ambas as legendas, ao rejeitarem o modelo de federação de oposições ao regime militar que era o MDB, “enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública”.

“Agora, o mergulho desses partidos (PT e PSDB) no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum”.

A senadora fez questão de ressaltar o conservadorismo de legendas que surgiram com objetivo transformador. “Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.”

Ao analisar o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, Marina diz que as urnas trouxeram “uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente”.

“Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país”, disse.

Sobre a oportunidade criada pelo segundo turno, a senadora diz a Dilma e Serra que lhes foi dada a chance de “liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil”.

A respeito do apoio dos eleitores evangélicos, Marina afirmou que não usou sua vinculação à fé cristã evangélica como “arma eleitoral”.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos, lembrou. “São inspiração para o mundo.”

Por fim, Marina apela a Dilma e Serra que “reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira, com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar”.

domingo, 17 de outubro de 2010

Plenária do PV opta pela neutralidade

Assisti parte da Plenária Nacional do PV, transmitida pela TV PV, que contou com aproximadamente 40 mil espectadores internautas.

Como era de se esperar, o PV declarou-se neutro nestas eleições.

Marina Silva, candidata do PV com aproximadamente 20 milhões de votos, disse acreditar que um “embrião de terceira via possa prosperar”, citando Edgar Morin: “no começo a mudança é apenas um desvio para depois poder prosperar”, e continuou: “a escolha não é algo que pode ser dado, mas também que pode ser construído”, criticando sobre a tentativa de se ter apenas duas opções no processo eleitoral.

Falou da necessidade de se “quebrar a visão patrimonialista da política”. (...) “O voto é soberano e livre” e espera que possa se dar através de “um convencimento maduro da sociedade”.

Sobre Serra e Dilma:
“Estamos contribuindo muito olhando para as duas candidaturas, não como aqueles que nos tiraram do segundo turno, mas como aqueles que podem contribuir”.

Alfredo Sirkis, falando em nome da Executiva do partido, disse que o PV “ tem uma posição de independência” e que “Marina não declarará seu voto pessoal como eleitora, nem eu (Sirkis)”.

Sobre a aparição de membros do diretório do partido em palanques dos candidatos, salientou que todos “têm toda liberdade de aparecer como cidadão, como eleitor, mas não oficialmente pelo Partido Verde”.

Sobre os rumos do processo eleitoral destacou que “no PV, anteriormente à filiação da Marina, o partido já havia planejado essa plenária, e que mesmo com a decisão majoritária do partido apontando para esse ou naquele caminho, a minoria estaria livre para se posicionar, enquanto cidadãos”.

Voto distrital.
Defendeu o “voto distrital misto” como possibilidade para se “criar uma opção ideológica programática”.

Apoio à vistaUm jornalista perguntou à Marina Silva se ela poderia ainda vir a defender esse ou aquele candidato, caso aconteça uma hecatombe durante a campanha. Marina respondeu: “As circunstâncias surgem. Graças a Deus aprendi a tomar atitudes diante das circunstâncias”.

Comentou que “quando estava no PT e o candidato a prefeito me convidava”, acreditando “que ambientalismo não tirava voto, eu ia”.

Regressão culturalSirkis criticou o tom na campanha eleitoral, considerando a “propaganda muito agressiva de parte a parte”, o que acaba “criando uma regressão cultural, como no caso do aborto. Embora na paixão do segundo turno é difícil manter um certo equilíbrio”.

Apelo à militância e simpatizantes do PVMarina comentou sobre a neutralidade do PV, aconselhando á militância “não a ataques pessoais”.

Convite ao Debate da Folha/Rede TV
Apelou “para um debate maduro”, citando o debate da Folha e Rede TV, “hoje à noite”.

Votos da Plenária do PV
92 pessoas tiveram direito a voto, sendo 88 a favor da neutralidade e 4 contra.

PT chegou a pedir seu mandato.
A imprensa perguntou sobre o mandato de senadora que se encerra ao final do ano, e Marina comentou: “quando sai do PT entenderam que deveria perder meu mandato. Mas depois essa idéia foi desconstruída, pois saí por questões programáticas. Para mim uma perda é não ter Heloísa Helena como senadora” e criticou o modo como a amiga foi tratada durante essa campanha.

Sensibilização ambiental.
Com “a votação de quase 20 milhões, esperamos sensibilizar o congresso nas questões ambientais”.

Sobre reeleição.
Perguntaram se ela era favorável ao fim da reeleição e o mandato de 5 anos para presidente?
Marina: “Sou contrária à reeleição”. Citando o Suplicy-PT, que em 97 foi contra também. “Na América latina a reeleição tem sido ruim, pois as pessoas fazem o que é necessário para se reelegerem e não o que é realmente preciso para o país”.

Finalizando
“É melhor aprender com os erros dos outros, mas com sabedoria podemos aprender com nossos próprios erros”. (Marina Silva)

Abraços a todos.
Cacá Perez
Voz do Cerrado


 

Bolsa-família: me dá que o filho é meu...

Valorizar o que cada governo fez, aproveitar e ampliar os bons programas, é o que se espera em um país democrático.

Conforme artigo de Gilberto Dimenstein, publicado no Jornal Folha de São Paulo, o bolsa-escola iniciou-se com Cristovam Buaque no Distrito Federal, ganhou projeção nacional no governo Fernando Henrique, através do Ministro da Educação Paulo Renato, sendo viabilizado através do fundo de combate à pobreza proposto por Antônio Carlos Magalhães(então PFL), e criticado pelo PT, que o chamava de "bolsa-esmola".

Somam-se a esse programa o "vale gás" e "cartão alimentação", implementados também no governo FHC.

Serra conseguiu tirar Paulo Renato da candidatura mas não soube aproveitar o programa, eleitoralmente falando.

Em 2003, por sugestão do governador Marconi Perillo-PSDB o governo Lula cria o "Bolsa Família", para integrar-se ao "Fome Zero" que agregou os outros programas citados.

Sem querer entrar no mérito do programa, politicamente falando, no entanto, o fato é que o governo do PSDB federalizou uma proposta regional do Buarque, que na época era do PT, mas que por ironia, o próprio partido foi contra.

Na campanha de 2002, no entanto, com ótima visão de marketing, foi lançado o "Fome Zero" pelo PT, e deixando de lado o "sou contra" entra em cena o "Lula, paz e amor".

Batizado, rebatizado, batizado e rebatizado, o programa é indiscutivelmente um dos pilares do governo Lula.

PSDB, PFL, PT, PDT, com apoio, sem apoio, parcialmente ou majoritariamente, estão no bojo dessa criação.

Certamente Lula foi o que mais soube aproveitar esse "filho" que no início o PT rejeitou e depois adotou.

Serra não rejeitou no início mas também não deu muita importância ao "filho".

A figura de Dilma, no entanto, nessa história, de "mãe" é que não é.

A de ACM então, ninguém está se lembrando, injustamente. Imagine só.

É esperar pra ver quem "embalará" o "filho" que teoricamente poderia se chamar: "Bolsa-escola-vale-gas-cartão-alimentação-fome-zero-bolsa-família-buarque-cardoso-souza-magalhães-perillo-silva-.... (resta saber se depois virá "rousseff" ou "serra"... e olha, quase que foi "silva" de novo, com Marina).

Em tempo.
Acabo de assistir o programa eleitoral da Dilma, onde, mais uma vez, comparando FHC com Lula, disseram que no primeiro governo não existia "nenhum programa de transferência de renda", enquanto que no segundo foi criado o "bolsa família". Ah, não, vai começar tudo de novo? Quem será o público alvo desta propaganda? Será que eles acham que os indecisos são ignorantes?
Abraços a todos.
Cacá Perez

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Como os petistas tratavam Marina Silva três dias antes da eleição

No dia 30 de setembro, três dias antes da eleição, acreditando no que diziam os institutos Ibope, Vox Populi e Sensus, os petistas estavam certos da vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno. Então já era hora de esculhambar Marina Silva. Como já afirmei aqui, o caráter fascitóide dessa gente faz com que sejam ainda mais violentos quando se imaginam triunfantes. O Blog da Dilma não teve dúvida e publicou o post abaixo.

Na charge, a candidata do PV é chamada de “Laranja verde”. Atribui-se a ela esta fala, com visível desdém pela militância verde:

“Distribuição de renda é com a Dilma. Eu farei entre as camadas menos favorecidas, a maior distribuição de oxigênio puro jamais visto neste país”

Abaixo do desenho, o texto afirma:

“Marina Silva é uma grande traidora. Traiu o povo brasileiro quando se posicionou contra o crescimento do país. Traiu o PT. Traiu também a memória de Chico Mendes quando se uniu àqueles que disfarçadamente se alegraram com a morte do grande líder seringueiro. Marina Silva jogou no lixo uma biografia de defensora dos povos da floresta, de defensora da Amazônia. Traiu por despeito e por vingança. (…) Marina não foi escolhida pelo presidente Lula porque não tem conhecimento, competência e caráter para governar (…)”

E vai por aí, leitor. Agora que o PT quer o apoio de Marina, o post foi tirado do ar. Mas vocês sabem como é a Internet. Tudo fica registrado.

Por Reinaldo Azevedo
Fonte: Revista Veja online

domingo, 10 de outubro de 2010

PT tenta apagar fama 'antiverde' de Dilma - Claudio Agnelo de Brasília - Folha online

Para atrair os votos ambientais de Marina Silva (PV), o PT está tentando passar uma demão de tinta verde em Dilma Rousseff. A operação deve começar por um ataque à reforma do Código Florestal do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), aprovada em comissão especial da Câmara e que aguarda votação em plenário.

Será difícil, porém, apagar a fama de antiambientalista de Dilma. A ex-ministra da Casa Civil sempre antagonizou com Marina, e é frequentemente apontada como um dos pivôs da saída da senadora do governo e do PT.

Na opinião de gente que acompanhou os embates entre as duas, Dilma potencializou um desenvolvimentismo que o próprio Lula não manifestava no começo do governo, e que culminou com a retirada de apoio do presidente à pasta de Marina. Essas fraturas devem dificultar a aproximação entre Marina e a petista agora.

Todas as negociações entre a Casa Civil e o Meio Ambiente nos três anos em que as duas ministras conviveram precisaram "subir" para a arbitragem presidencial.

O pomo da discórdia, desde o início, foram as obras de infraestrutura.

Já em 2005, antes do lançamento do PAC, Dilma mandou excluir a componente de infraestrutura do PPCDAm (Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia), coordenado por ela. O plano, assim, deixava de abordar alguns dos principais vetores da devastação da floresta --hidrelétricas e estradas.

Em 2007, com o PAC na rua, Dilma pressionou o Ministério do Meio Ambiente pela liberação de licença para as bilionárias hidrelétricas do rio Madeira (RO). O episódio, conhecido como a "crise do bagre", terminou com o atropelo de um parecer do Ibama contrário à licença.

SUBVERSÃO

Dilma também manobrou contra Marina num ponto-chave para a conservação ambiental: a criação de áreas protegidas.

O trâmite normal inclui o encaminhamento do processo, após sua conclusão, à Casa Civil para consulta a outros ministérios.

Segundo fontes da área, Dilma subverteu esse rito, e a criação de novas áreas passou a depender da bênção do Ministério de Minas e Energia. Onde houvesse cachoeiras com potencial hidrelétrico, a criação era barrada.

Uma das principais unidades de conservação propostas por Marina, a Reserva Extrativista do Médio Xingu, foi vetada porque poderia atrapalhar a construção de barragens adicionais à usina de Belo Monte.
O resultado é que a criação de áreas protegidas caiu pela metade desde o lançamento do PAC.

Isso ficou mais evidente após a saída de Marina: na gestão de Carlos Minc, foram criadas sete unidades de conservação e assinadas 152 licenças para obras --contrariando o mote dele de "dois para lá, dois para cá" (duas licenças, dois parques).

Em 2008, quando os governadores da Amazônia pressionaram pela implosão do decreto presidencial --costurado por Marina-- que determinava o corte de crédito a desmatadores, Dilma e Lula transmitiram o recado a Minc. Ele se recusou a assumir o ministério se o decreto fosse derrubado.

A manutenção do instrumento revelou-se crucial para a queda recorde no desmatamento, que o PT tentará capitalizar na eleição.

Minc discorda das críticas feitas às credenciais verdes da companheira. "De 11 lutas que eu travei no ministério, nas 8 que ganhei tive o apoio da Dilma."

Ele cita a criação do Fundo Amazônia (também articulada por Marina). "Bati o pé e ela ficou do meu lado."

Minc diz ainda que Dilma apoiou a proibição do plantio de cana no Pantanal e a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para turbinas eólicas.

sábado, 9 de outubro de 2010

O Maniqueísmo nas eleições está fora de moda

Pessoas empunhando bandeiras de várias cores, gritando, pulando... e não é um jogo de futebol.
Ser fanático por um time desde criancinha e defender suas cores até faz parte da identidade cultural de um povo. O que não dá pra admitir é o fanatismo político.
Deveríamos defender princípios e valores, ética e justiça, sustentabilidade e dignidade, e não nomes e siglas, símbolos e cores.
Fui militante do PT por 25 anos e secretário de diretório municipal. Reconheço que acabamos esquecendo certas idéias e princípios para lutar por espaços políticos, nos iludindo que isso fará alguma diferença, como se fôssemos algum mártir ou salvadores da pátria. Simplesmente ridículo.
Conceitualmente imaginava que o PT fosse socialista enquanto o PFL e PMDB estivessem mais na linha capitalista. Depois veio o PSDB, dissidente ala de esquerda do PMDB. Enquanto isso a tendência "Articulação" do PT veio aos poucos como um trator passando por cima das idéias contrárias à ela. O PT foi se tornando um partido de gabinete e de coronéis. Isso antes do Lula eleger-se presidente. Para minha surpresa o Zé Dirceu, em entrevista, diz que o PT não é socialista, e que apenas uma minoria eram solidários ao marxismo (quase caí duro pra trás)...Com isso foram criados partidos formados basicamente por essas tendências internas do PT que a "Articulação" de Lula José Dirceu e tantos outros, desarticulou.
Uma de minhas últimas atitudes como petista foi votar no Plínio de Arruda Sampaio para presidente nacional do PT. Ele perdeu para o Berzoini, em pleno escândalo do mensalão. E ainda hoje existem petistas que consideram tudo isso uma "armação da direita".
Direita? Esquerda? O PT era contra o neoliberalismo do PSDB. O governo Lula no entanto continuou o processo neoliberal de FHC. Programaticamente falando o PT e o PSDB, no poder, são como irmãos gêmeos. O Lula, obviamente, é mais popular que FHC, mas seus programas sociais são fusões de programas do governo neoliberal que o PT tanto combateu. FHC se inspirou também em programas de prefeituras do PT. Ou seja, quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
Não se esqueçam de Itamar Franco, que deu a base da política econômica atual, que FHC ajudou a implementar e Lula, maduramente, continuou.
Essa tentativa de comparar governos é o mesmo que tentar valorizar mais o fruto do que a árvore e a semente. Lula se beneficiou de entrar no poder no final de um processo neoliberal de sangrias sociais impostas pela globalização e maior participação do capital privado na economia nacional.
O que precisamos discutir são os princípios que nortearão as políticas públicas nacionais, independente de seu gestor, e não se este ou aquele, esta ou aquela é mais ou menos, isso ou aquilo.
Não tenho dúvidas quanto à capacidade administrativa, nem de Serra, nem Dilma. Apoiei Plínio mas votei em Marina. O recado foi dado. 1/5 dos eleitores mostraram a importância de um programa de governo sustentável, que tanto PT quanto PSDB deram pouca importância e até viraram as costas, em muitas situações. A transposição do Rio São Francisco, a Usina de Belo Monte, a invasão da cana-de-açúcar no sudeste, a desestruturação do IBAMA, o desprezo por licenças ambientais e imposição de UHs, PCHs e tantos outros exemplos estão aí de verdadeiros crimes ambientais amparados por governos tanto do PT quanto do PSDB e seus aliados.
O que posso desejar e esperar é que, seja Dilma ou Serra, que eles respeitem os Comitês de Bacia, as legislações ambientais e não sejam escravos do capital e de suas garras gananciosas sem escrúpulos. Caso contrário, tanto faz votar em José ou Maria, o Brasil vai continuar sendo colonizado por si mesmo, explorado por seus próprios representantes, espoliado por seus próprios "empresários", enganado por sua própria gente.
Acorda Brasil!

por Carlos Perez
Voz do Cerrado

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O fim do mundo dos brancos na visão de Davi Kopenawa - Índio Yanomami

A partir de relatos do xamã e líder dos índios yanomami Davi Kopenawa, nasce a publicação A Queda do Céu, testemunho da cultura de um povo além de um manifesto xamânico e um grito de alerta vindo do coração da Amazônia.

Com 800 páginas contendo dois cadernos com 16 fotos cada, o livro A queda do céu, Palavras de um xamã yanomami, será lançado no próximo 30 de setembro, na França, pela coleção Terre Humaine da editora Plon. Foi escrito a partir de relatos de Davi Kopenawa, recolhidos em língua yanomami pelo etnólogo Bruce Albert. Ambos são amigos há mais de 30 anos. O líder Yanomami relata sua história e suas meditações de xamã frente ao contato predador dos brancos com o qual seu povo teve de se defrontar depois dos anos 1960. Ao final, ele alerta em tom profético que quando a Amazônia sucumbir à devastação desenfreada e o último xamã morrer, o céu cairá sobre todos e será o fim do mundo.


O livro, cujos direitos de publicação no Brasil foram adquiridos pela Companhia das Letras que prevê lançamento no início de 2012, é composto de três partes: a primeira, "Tornar-se outro", retrata a vocação de xamã de Davi desde a infância até sua iniciação na idade adulta. Descreve a riqueza de um saber cosmológico secular adquirido graças ao uso de alucinógenos. A segunda parte, denominada “A fumaça do metal”, relata por meio de sua experiência pessoal, não raro dramática, a história do avanço dos brancos sobre a floresta – missionários, garimpeiros e estradeiros – e sua bagagem de epidemias, violência e destruição. Finalmente, a terceira parte, “A queda do céu”, refere-se à odisseia vivida por Davi ao denunciar a dizimação de seu povo nas viagens que fez à Europa e aos Estados Unidos. Entremeado por visões xamânicas e por meditações etnográficas sobre os brancos, o relato termina em um profético apelo que anuncia a morte dos xamãs e a “queda do céu” sobre aqueles que Davi chama de “o povo da mercadoria”.

"É um dos mais impressionantes testemunhos reflexivos jamais oferecidos por um pensador oriundo de uma tradição cultural indígena", avalia o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "Fruto da colaboração exemplar entre dois intelectuais, um xamã ameríndio e um antropólogo europeu, o livro é uma prova eloquente do brilhantismo da imaginação conceitual indígena, de sua potência analítica e sua nobreza existencial. As reflexões de Davi Kopenawa, magistralmente traduzidas e cuidadosamente comentadas por Bruce Albert, constituem uma autêntica antropologia indígena, uma visão do homem e do mundo que não mostra qualquer condescendência para conosco, o "povo da mercadoria" - e suas razões são propriamente irrespondíveis. Kopenawa nos dá um aviso e faz uma profecia. Quem tiver juizo, que ouça."

Leia o artigo na íntegra:


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Queimada próxima à Fazenda Modelo-EPAMIG-Uberaba

Fotos: Enerson Cleiton

O que dizer diante dessas imagens? O Brasil triplicou o número de queimadas em 2010, comparando com 2009. Apesar de estarmos em clima de deserto, com a umidade do ar baixíssima, poucas medidas proibindo as queimadas, de cana por exemplo, foram implementadas. No Mato Grosso canavieiros morreram carbonizados. O Juiz proibiu a queima e garantia de direitos trabalhistas. Por aqui, em Uberaba, infelizmente com a revogação do Plano Diretor, pelo Prefeito, que proibia o plantio de cana no perímetro urbano, a situação ficou mais do que caótica.
O lobby dos usineiros conseguiu prorrogar a queima até 2014. Enquanto isso o nosso cerrado vai virando cinzas e a população de Uberaba vivendo em condições precárias de qualidade de vida.
As imagens do fotógrafo Enerson Cleiton traduzem bem o que nosso município tem enfrentado. Uma vergonha para todos os poderes e para nós, reles cidadãos que pouco podemos fazer. 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ponto de Cultura Cordas do Cerrado no "Ecologia e Renascimento" na Fazenda São Lourenço (Peirópolis)

Proprietários da Fazenda, Diretora do O Tatu vai à Pé, Cordas do Cerrado,
Todo Um de Teatro e Ari (cinegrafista)
Lívia(Todo Um de Teatro), Cacá, Giordan Benfica, Marcos Fuzaro, Robert Cruz,
Rosana Caetano(Ponto de Cultura Cordas do Cerrado) e Cássia Magaly(Todo Um de Teatro)

Evento: Ecologia e Renascimento. Promoção: O Tatu vai à Pé. Local: Fazenda São Lourenço(Peirópolis). Data: 19 de setembro de 2010. Apoio: Prefeitura Municipal de Uberaba, Secretaria de Meio Ambiente e Turismo de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Sebrae-MG, Circuito dos Lagos, Convention Bureau e Ponto de Cultura Cordas do Cerrado.

Música Xamã com poemas de Manoel de Barros; "O Cio da Terra" com poemas de Carlos Drummond de Andrade; "O Inverno" e "A Primavera" de Vivaldi; "Sol de Primavera" de Beto Guedes e Ronaldo Bastos para Quinteto de Cordas, foram algumas das obras apresentadas.

O Cordas do Cerrado apresentou-se na entrada de um dos fornos da caieira desativada, lembrando uma igreja primitiva onde as canções e os poemas eram verdadeiras orações de oferendas à natureza e ao Criador. 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Uberaba com clima de deserto

Em Uberaba, nesta quarta-feira, 25 de agosto, a umidade relativa do ar chegou a 10%, comparável com o clima de deserto.


De acordo com a Organização Mundial de Saúde, níveis de umidade do ar abaixo de 12% caracterizam uma situação de emergência. Valores entre 12% e 20% indicam situação de alerta.
 
O período de seca, associada ao desmatamento e às queimadas são alguns dos fatores que influenciam esta situação crítica e alarmante.
 
Leis municipais proíbem as queimadas quando a umidade do ar estiver baixa, mas não se fiscaliza a aplicação da lei.
 
Enquanto isso o ecossistema do cerrado vai sendo dizimado, os recursos naturais vão diminuindo e os problemas de saúde aumentando. Quem paga a conta? Os que produzem todo esse caos? Com certeza não. Somos nós mesmos e a natureza. Enquanto isso, a ganância, o lucro a qualquer preço, o PIB, os interesses políticos e econômicos prevalecem sobre a vida no planeta. Pobre humanidade.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cacá Perez e Israel Garcez na III SEMANA ACADÊMICA DA UFTM - Dia 26 de agosto-Auditório B-15h

III SEMANA ACADÊMICA DA UFTM

XVIII Jornada de Iniciação Científica
VI Jornada de Extensão Universitária

15h às 18h:
Mesa-Redonda:
Impactos sócio-ambientais-culturais em Uberaba e as mudanças no Código Florestal Brasileiro
Carlos Perez (Teatro Experimental de Uberaba e Movimento Social de Justiça Ambiental Voz do Cerrado)
Israel Garcêz (Militante dos Direitos dos Portadores de Deficiências)
Vítor de Melo Romero (Aluno da UFTM – Geografia)
Washington Abadio da Silva (Filósofo, supervisor do Núcleo de Apoio ao Estudante da UFTM)
Local: Auditório B – CEA
Vagas: capacidade de lotação do Auditório B

Prof. Dr. Fábio César da Fonseca

Coordenador da Comissão Organizadora da III Semana Acadêmica da UFTM

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

PEC transforma Cerrado e Caatinga em patrimônio nacional

13/08/2010 09:05

PEC transforma Cerrado e Caatinga em patrimônio nacional

Proposta do Senado é semelhante à PEC 115/95, que está pronta para entrar na pauta do Plenário da Câmara desde 2006.

A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 504/10, do Senado, que inclui o Cerrado e a CaatingaO Cerrado é caracterizado pela vegetação de savana, que já ocupou 25% do território brasileiro no Centro-Oeste do País e nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e parte dos estados de São Paulo, Paraná, Maranhão e Piauí. Esse bioma ocupa cerca de 2 milhões de km2 do território brasileiro. Nos chapadões, estão 30% da biodiversidade nacional e 5% da biodiversidade mundial. O Planalto Central é o berço das nascentes das bacias do Amazonas, do São Francisco e do Paraná/Paraguai. Potencial agrícola Atualmente, a região Centro-Oeste, na qual se localiza a área do Cerrado de maior potencial agrícola, é responsável por 50% e 13% da soja produzida no País e no mundo, respectivamente. A região é responsável, também, por 20% da produção nacional de milho; 15% do arroz; e 11% do feijão. Em relação à produção agropecuária, por 30% do rebanho bovino e 20% do suíno. O cultivo de soja na região, por exemplo, cresceu cerca de 70% no período de 2000 a 2005. Sertão brasileiro A Caatinga, também chamada de sertão brasileiro, é uma região semi-árida, muito seca. Compreende parte dos estados da Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. Ocupa cerca de 700 mil km2, cerca de 10% do território nacional. entre os bens considerados patrimônio nacional. Atualmente, segundo a Constituição, são patrimônio nacional a Amazônia, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal e a Zona Costeira.

Esses biomas devem ser utilizados dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da população.

O autor da proposta, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), argumenta que o legislador buscou "enfatizar a importância desses biomas e assegurar tratamento diferenciado no tocante a sua utilização, coibindo práticas predatórias na exploração dos recursos naturais".

O senador lembra ainda que o Cerrado ocupa cerca de 1/4 do território nacional mas, principalmente, engloba ampla variedade de ecossistemas e alta diversidade biológica, que se manifesta na flora e na fauna.
Já a Caatinga ocupa cerca de 850 mil km² no semiárido nordestino e interage com o Cerrado. "Talvez esse seja o bioma brasileiro mais severamente devastado pela ação do homem", avalia Demóstenes Torres.

TramitaçãoA PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidadeExame preliminar feito pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania sobre a constitucionalidade de uma proposta de emenda à Constituição (PEC). A CCJ examina se a proposta fere uma cláusula pétrea da Constituição, se está redigida de acordo com a técnica correta e não fere princípios orçamentários. Se for aprovada nessa fase, a proposta será encaminhada a uma comissão especial que será criada especificamente para analisá-la. Se for considerada inconstitucional, a proposta será arquivada.. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.
Uma proposta semelhante está pronta para entrar na pauta do Plenário da Câmara desde 2006: é a PEC 115/95, que ainda não foi votada por falta de acordo. Essa PEC já foi aprovada por uma comissão especial e também inclui o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional.

Fonte: Agência Câmara

sábado, 14 de agosto de 2010

Pedreira de Léa será leiloada - JM

Ambientalista alerta sobre o descaso em relação ao impacto ambiental causado na área da Pedreira de Lea. O local é usado como depósito de lixo da construção civil.
Celso Provenzano procurou o Jornal da Manhã para falar sobre a má utilização da pedreira. “Por causa da falta de fiscalização, o local não recebe apenas o descarte de resíduo sólido, também é jogado lixo orgânico, o que vem causando um impacto ambiental imenso”, descreve o ambientalista.

O procurador geral do município, Valdir Dias, fala que hoje é feito um trabalho de seleção do que é descartado na Pedreira de Lea. “Há uma triagem do material que entra no depósito, inclusive o fiscal determina o que pode ser jogado no local”, garantiu. Ele contou que o futuro da pedreira será decidido dentro de aproximadamente dois meses, pois será preciso outro local para depositar o entulho da construção civil. O procurador foi taxativo ao falar sobre o destino do local. “A área da pedreira será leiloada e quem arrematar vai ter que assumir a responsabilidade daquilo”, enfatizou o procurador.

Ainda de acordo com Valdir Dias, a Prefeitura não irá comprar a área, pois não atente às necessidades do município. “A cava da pedreira tem uma capacidade limitada. Por isso, não compensa fazer um projeto grande para um local que não vai atender o município a longo prazo”, salienta. Ele ressaltou ainda que essa não é uma responsabilidade do município, uma vez que o responsável pelo entulho da construção civil são os geradores de resíduos.

Já o ambientalista Provenzano ressaltou a importância de se fazer um trabalho de recuperação na área agredida, com projetos de recuperação de lixões. “É preciso pensar no futuro. A pedreira não é só problema de agora, é para o futuro. O impacto causado ali terá repercussões durante cinco, seis anos”, conclui.

Comentário do Voz do Cerrado:
Gravíssimas as afirmações do Sr. Valdir Dias.
Demonstra a total falta de responsabilidade da Prefeitura, não só para com a Pedreira de Léa mas com toda a população e meio ambiente.
É bom lembrar que foi um grupo de ambientalistas que trouxe à tona o verdadeiro proprietário da Pedreira, que é a União. Antes disso a PMU lidava com o assunto como se a área fosse dela, ou no mínimo, tivesse autorização para o descarte de "material sólido".
Procuramos várias vezes o Ministério Público para mostrar as irregularidades e crime ambiental no local.
Negociações foram feitas com a Prefeitura que se responsabilizou de cumprir vários itens.
Agora, como a verdade veio à luz de todos, a PMU quer tirar o corpo fora e dizer que o problema ambiental na Pedreira será de quem a comprar. Ministério Público, Sr. Promotor Carlos Valera, a máscara da prefeitura caiu. E agora? A declaração do Sr. Valdir Dias é uma afronta à nossa inteligência e à luta voluntária e anônima de todos nós ambientalistas.
É só ver a história dessa novela na própria imprensa pela internet para tirar quaisquer dúvidas a respeito desse assunto.
De quem foi a idéia de levar entulhos para a Pedreira que está em Área de Preservação Permanente do Rio Uberaba?
E agora querem lavar as mãos?
É mais uma vergonha para nós uberabenses que vamos ter de engolir, literalmente, nas "águas do Codau"? 
Carlos Perez

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Rio Uberaba agoniza - Foto: Celso Provenzano

A imagem do Rio Uberaba já diz tudo. Mesmo sendo período de seca é alarmante ver o rio nessa situação. Empreendimentos agrícolas, industriais, vazamentos e desperdício da água no perímetro urbano, ausência de mata ciliar, ausência de preservação de nascente e afluentes e tantos outros fatores, contribuem para esta lamentável cena. Tristeza profunda e indignação.
Foto: Celso Provenzano

Iceberg gigante se desprende na Groenlândia

A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou nesta segunda-feira imagens de satélite do iceberg gigante que se desprendeu na última semana na Groenlândia.
O iceberg gigante, de 260 quilômetros quadrados e altura de quase metade do edifício Empire State, se desprendeu na última semana da geleira de Petermann, no norte da Groenlândia, e segue em direção ao Estreito de Nares, situado entre o nordeste do Canadá e o noroeste de Groênlandia, mil quilômetros ao sul do Polo Norte.
As imagens da Agência Espacial Europeia mostram o momento do desprendimento do iceberg e a movimentação do bloco de gelo em direção ao Estreito de Nares. A animação mostra imagens de 31 de julho, 4 de agosto e 7 de agosto.

Segundo o pesquisador Andreas Muenchow, especialista em estudos oceânicos da Universidade de Delaware, a superfície do iceberg equivale a quatro vezes o tamanho da ilha de Manhattan, em Nova York.
De acordo com um comunicado emitido por Muenchow, desde 1962 não se desprendia um pedaço tão grande de gelo na região do Ártico. "A água doce armazenada na ilha de gelo poderia manter todas as torneiras dos Estados Unidos abertas por 120 dias", disse Muenchow, dando dimensão do tamanho do iceberg.
Fonte:

A primavera no chapadão... - Ricardo Urias

Nestas tardes quentes, redemoinhos de poeira sobem ao céu elevando bem alto palhas e folhas secas queimadas pelas últimas gadas de um inverno que já se vai.
Muitas arvores e arbustos já dão mostras de brotação nova prenunciando a Primavera no chapadão, embora predomina ainda o amarelo palha do capim seco se estendendo ao longe.
Mês de Agosto das tardes fumarentas! O sol como um enome disco vermelho alaranjado declina rumo ao horizonte ofuscado pelo céu enfumaçado da época. Tal cenário traz uma sensação de angústia, de abandono e de secura, principalmente guando se ouve o canto agourento de uma acauã desgarrada se despedindo da tarde pousada numa sucupira preta( Boldwchia virgiloides).
As vêzes por outra também se ouve o canto solitário de uma perdiz na vereda mais próxima, se escondendo por entre os covoais. Como a saudade sorrateira, ela pia numa moita e se esconde numa outra fingindo que não piou! Aquí e acolá, o esplendor dos ypês amarelos...
Ah! Ypê florido ypê amarelo!
Eu tô tristi cumu quê!
Meu amô mutou a cavalo
E foi prá esse mundão afora.


Diz que foi prá inrriiquecê
Mas eu não aquerdito
Ypê amarelo Ypê florido
Eu já tô prá indoidecê!


i onti ao pôr do sol cuma sôdade danada
Eu garrei a chorá e dispois num ví mais nada!
Acordei num catre véio cum médico a mim oscurtá
E com tudo a sua sapiência me disse prá num mais chorá!

De certo ypê amarelo ypê florido!
Esse Dotô nunca teve seu amô
Me receitô três porçâo
Sem sabê quisso e mar do coração!


Mais eu sei que vou morrê!
Ypê amarelo ypê florido
Vou te pedí um favor
Prá infeitar meu caxão
Quero tudo as suas flor!


Vou pedir prá todo mundo
Prá botar o meu caxão
De baixo da sua copa
Prás flor não espraiá pelo chão!

Pois é meus amigos; a gente "ainda" pode olhar algum remanescente do cerrado, adimirar suas flores e fazer poesia, mas os que virão depois de nós? Será que essa insenssatêz do Código florestal empetrado pelos trocloditas ruralistas vai permitir isto?

 
Ricardo Geração Verde

"Os bichos são gente boa" - Lançamento do livro de Renato Muniz

O livro "Os bichos são gente boa", de Renato Muniz Barretto de Carvalho, com ilustrações de Mara Maciel, será lançado pela Giz Editoral na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi, no dia 14 de agosto de 2010, às 16 horas.

O livro reúne doze contos sobre os bichos do Cerrado. São contos que retratam, numa linguagem leve e sutil, condizente com o mundo do adolescente, o cotidiano de meninos e meninas, tendo como pano de fundo temáticas ambientais, entremeadas com questões sobre preservação, extinção de espécies, o relacionamento entre pais e filhos e as relações entre amigos, sempre com bom humor e leve ironia.

"Ponto de Cultura Cordas do Cerrado" na reabertura do TEU

Robert Cruz(1º violino), Giordan Benfica(2º violino), Marco Fuzzaro(viola), Rosana Caetano(contrabaixo) e Carlos Perez(violoncelo)

O "Ponto de Cultura Cordas do Cerrado" apresentou-se na reabertura do TEU - Teatro Experimental de Uberaba no dia 28 de julho de 2010.

No repertório "Ária da 4ª Corda" de J.S.Bach e "O Cio da Terra" de Chico Buarque e Milton Nascimento, com arranjo do "Cordas do Cerrado" e participação especial do ator Milo Sabino em performance de destaque, utilizando um figurino futurista, envolto em uma bolha de plástico, simbolizando o isolamento do ser humano em relação à natureza.

No palco estavam também presentes o Prefeito em exercício Paulo Mesquita, a Primeira Dama Ângela Mayrink, o Secretário de Governo Rodrigo Mateus, a Secretária de Meio Ambiente e Turismo Renata Mesquita e o Produtor Cultural e folclorista Gilberto Rezende.

O "Ponto de Cultura Cordas do Cerrado" é uma realização da Associação Cultural e ambiental Teatro Experimental de Uberaba, com apoio do Ministério da Cultura e Fundação Cultural de Uberaba.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Reabertura do TEU

Acontece hoje, 28 de julho, a partir das 19:30 h. a reabertura do Teatro Experimental de Uberaba. Foram realizadas melhorias na sede própria e sala de ensaio. A reabertura terá a presença do Prefeito em exercício Dr. Paulo Mesquita, do Secretário de Governo e Presidente interino da Fundação Cultural de Uberaba Rodrigo Mateus, da Primeira Dama Angela Mayrink, da Secretária de Meio Ambiente e Turismo Renata Mesquita,  Vereadores, grupos artísticos, diretores e conselheiros do TEU.
Apresentações artísticas de música, teatro e dança marcam a reabertura, destacando a participação da Orquestra de Viola Caipira, Ponto de Cultura Cordas do Cerrado, Coral Cidade de Uberaba, Trupe Doom, entre outros. Ao final acontecerá um show com a Banda B-4. Imperdível. Parabéns a todos por mais essa realização cultural, um verdadeiro presente para os 190 anos de Uberaba e os 45 anos do TEU. Estão todos convidados.

Carlos Perez
p/Diretoria do TEU.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Agrotóxicos afetam comunidade em MS-Morte e suicídio

Agricultores de Fátima do Sul apresentam náuseas, depressão e cometem suicídio após usarem inseticidas. Problema se agrava porque os lavradores não têm ou não sabem usar equipamentos para se proteger do veneno. Em números absolutos, Mato Grosso do Sul ocupava, em 2002 (último ano disponível), o quarto lugar em suicídios de homens e o segundo de mulheres no Brasil. No índice de morte por ingestão intencional de agrotóxicos mantido pela Secretaria de Estado de Saúde de MS, a macrorregião geográfica de Dourados (Fátima do Sul mais 14 municípios) lidera. De 1992 a 2002, houve 203 tentativas registradas e 63 mortes por envenenamento. A cidade de Dourados tem o maior número de tentativas, mas há ali alta incidência de suicídios entre os índios Guarani Kaiowá, resultado, sobretudo, do processo de confinamento. O segundo lugar é de Fátima do Sul - FSP, 17/7, Mercado, p.B6.
Fonte:http://www.socioambiental.org/manchetes/index_html

CMU denuncia abandono do Jacarandá-Élvia Moraes-JM

Em recente requerimento enviado à Prefeitura, o vereador Itamar Ribeiro (DEM) solicitou providências urgentes para revitalização e conservação do Parque do Jacarandá, mais conhecido como Zoológico Municipal.
A má conservação do parque foi descrita em correspondência anexada remetida ao Legislativo pelo portador de necessidades especiais Israel Garcez. Segundo ele, a última reforma realizada na reserva ambiental ocorreu na administração Marcos Montes, de acordo com placa anexada próximo à entrada.
O calçamento em vários trechos perdeu a característica devido à grande quantidade de buracos, dificultando o acesso dos portadores de deficiência. Israel Garcez denuncia que, em vários pontos do Parque, árvores foram podadas ou cortadas.
O Parque Jacarandá possui rica mata nativa com grande variedade de espécies de madeira de lei como a amoreira e a leucena, incluindo um jatobá com mais de 60 anos.
Além das deficiências na iluminação e banheiros sem acessibilidade, o requerimento enfatiza a existência de placa antiga informando a construção de pequeno parque, desativado há tempos pela atual administração.
Na área onde deveria estar instalada uma lixeira foi colocado um latão, e até as plantas, segundo documento, padecem com o descuido, com placa jogada sobre a vegetação.
O requerimento em que o democrata solicita reforma, manutenção, limpeza, acessibilidade e placas indicativas de árvores nativas ainda não foi respondido pela administração.

Mudanças no Código Florestal vão levar à extinção de mais de 100 mil espécies, dizem cientistas

A revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, está provocando sérias preocupações na comunidade científica e suscitando diversas manifestações no Brasil e no exterior.

Com uma possível aprovação do relatório que propõe mudanças na legislação ambiental, o Brasil estaria “arriscado a sofrer seu mais grave retrocesso ambiental em meio século, com consequências críticas e irreversíveis que irão além das fronteiras do país”, segundo carta redigida por pesquisadores ligados ao Programa Biota-Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e publicada na sexta-feira (16), na revista Science.

O texto é assinado por Jean Paul Metzger, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), Thomas Lewinsohn, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luciano Verdade e Luiz Antonio Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da USP, Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, e Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp.

As novas regras, segundo eles, reduzirão a restauração obrigatória de vegetação nativa ilegalmente desmatada desde 1965. Com isso, “as emissões de dióxido de carbono poderão aumentar substancialmente” e, a partir de simples análises da relação espécies-área, é possível prever “a extinção de mais de 100 mil espécies, uma perda massiva que invalidará qualquer comprometimento com a conservação da biodiversidade” .
Carta

A comunidade científica, de acordo com o texto, foi “amplamente ignorada durante a elaboração” do relatório de revisão do Código Florestal. A mesma crítica foi apresentada em carta enviada por duas das principais instituições científicas do país, no dia 25 de junho, à Comissão Especial do Código Florestal Brasileiro na Câmara dos Deputados.

Assinada por Jacob Palis e Marco Antonio Raupp, respectivamente presidentes da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), a carta defende que o Código Florestal, embora passível de aperfeiçoamentos, é a “peça fundamental de uma legislação ambiental reconhecida com uma das mais modernas do mundo”.

A reformulação do código, segundo o texto, baseia-se na “premissa errônea de que não há mais área disponível para expansão da agricultura brasileira” e “não foi feita sob a égide de uma sólida base científica, pelo contrário, a maioria da comunidade científica não foi sequer consultada e a reformulação foi pautada muito mais em interesses unilaterais de determinados setores econômicos”.

Entre as consequências de uma aprovação da proposta de reformulação, a carta menciona um “aumento considerável na substituição de áreas naturais por áreas agrícolas em locais extremamente sensíveis”, a “aceleração da ocupação de áreas de risco em inúmeras cidades brasileiras”, o estímulo à “impunidade devido a ampla anistia proposta àqueles que cometeram crimes ambientais até passado recente”, um “decréscimo acentuado da biodiversidade, o aumento das emissões de carbono para a atmosfera” e o “aumento das perdas de solo por erosão com consequente assoreamento de corpos hídricos”. (...)

Leia artigo na íntegra:
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Charge do Toninho

Charge do Toninho

"AQUILO QUE NÃO PODES CONSERVAR NÃO TE PERTENCE"

Excelente frase divulgada na coluna FALANDO SÉRIO de Wellington Ramos do JM. Espero que muitos ruralistas e políticos a tenham lido.