domingo, 6 de março de 2011

Mulheres da Via Campesina-MG interditaram MG-050 em protesto-Jornal de Uberaba


Um grupo de 450 mulheres trabalhadoras rurais, ligado a uma organização do Movimento dos Sem Terra (MST), interditaram a Rodovia BR-050, km 115, em frente à entrada da fazenda Inhumas do Vale Verde.

O bloqueio com pneus em chamas teve como pauta a denúncia da situação em que vive as trabalhadoras rurais, o protesto contra o uso indiscriminado de agrotóxicos, a monocultura da cana-de-açúcar e a defesa da Reforma Agrária.

A coordenadora das Mulheres da Via Campesina-MG, Sônia Maia Roseno (38), explica que a ação marcou as atividades do dia 8 de março que comemora o Dia Internacional da Mulher, mas como a data este ano cai no Carnaval o manifesto foi antecipado. "A mobilização integrou a jornada nacional de luta das mulheres em defesa da vida e contra o agronegócio. O protesto é uma forma de contestar a prática de alguns agricultores que utilizam agrotóxico no meio ambiente, defender a produção de alimentos mais saudáveis e reivindicar uma fiscalização mais intensa no meio rural. Estamos protestando contra o avanço da cultura da cana-de-açúcar, a monocultura que pode provocar prejuízos para a agricultura e causar um desequilíbrio ambiental", desabafou.

Roseno ressaltou que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo, inclusive de agentes contaminantes nocivos à saúde humana, animal e vegetal que já foram proibidos em outros países. "Nossa luta é para defender a Reforma Agrária, estamos mobilizadas para dar visibilidade aos problemas causados pelo agronegócio. Um dos principais é o uso indiscriminado dos agrotóxicos. O mercado de venenos é um problema para a nossa soberania, para nossa saúde e para o meio ambiente", enfatiza.
PRF - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia do Meio Ambiente estiveram no local e acompanharam a manifestação que terminou de forma pacífica. (SN)

Voz do Cerrado:
Quero aqui, em nome do Voz do Cerrado, parabenizar a Via Campesina-MG, através de sua coordenadora Sônia Roseno pela manifestação em defesa da vida e contra o uso indiscriminado do agrotóxico, a invasão da monocultura da cana-de-açúcar, o desequilíbrio ambiental.

Infelizmente, seja através de audiências públicas ou de mobilizações como estas do MST, uma coisa é certa: os representantes do capital não nos ouvem, não nos sentem, não nos tocam, não nos cheiram.

Mesmo que as duas maiores entidades científicas do Brasil, SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e ABC - Academia Brasileira de Ciência, endossem o apoio aos movimentos ambientalistas e sociais, ainda assim, a cúpula ruralista não dá o braço a torcer.

Defender o Homem do campo não é representar latifúndiários e Usineiros, em detrimento do bem comum, do meio ambiente e de leis Federais como o Código Florestal ou municipais como o Plano Diretor e Lei Orgânica; não é priorizar a monocultura e a devastação de nossos biomas, reservas indígenas e quilombolas; não é colocar a agricultura familiar refém dos grandes empreendimentos que os isolam e constrangem, arrendam suas terras para depois entregá-las inférteis e com os recursos naturais, flora e fauna comprometidas ou extintas.

Parabéns Via Campesina, Parabéns MST pela coragem em mostrar a verdade e dizerem o que está entalado na garganta de muita gente, mas que o medo da perseguição e da censura velada do nosso sistema capitalista, impõe.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pequenos produtores mantêm Reserva Legal-Exemplo em defesa do Código Florestal

Até meados do mês, está prevista a votação, no Congresso Nacional, de modificações no Código Florestal. O relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP), já aprovado em comissão especial, isenta, entre outras medidas, pequenas propriedades, de até 4 módulos fiscais (que variam conforme a região), da recomposição de reserva legal, além de reduzir a área de proteção de cursos d"água e mananciais.
Epitácio Pessoa/AE
Abundância. João Carlos Wincler comemora volta da mina após recuperar área degradada.

Mesmo pequenos e na contramão dessas modificações propostas pelo deputado, os produtores abaixo preservaram ou recuperaram a área de Reserva Legal exigida pelo atual Código, que determina que 20% da propriedade tenha mata nativa, sem contar Áreas de Preservação Permanente. No caso da Amazônia, a reserva deve ser de 80%. Estes produtores relatam os benefícios ambientais e econômicos da opção, não só para os seus negócios, como para o entorno.
Capela do Alto. O agricultor João Carlos Wincler estava a ponto de desistir da lavoura e da criação de gado de leite no Sítio da Alvorada, em Capela do Alto (SP). O terreno é declivoso e a cada chuva ele via brotar a erosão, que abria sulcos no mandiocal e acabava com o pasto. "A mina de água secou e tivemos de dar água da torneira para o gado." Wincler e os três irmãos herdaram do pai a propriedade de 14,5 hectares e não tiveram o cuidado de evitar que o gado pisoteasse a pequena mata do sítio. A capoeira de 3,6 hectares estava sendo dizimada, além da erosão.
Há quatro anos, eles aderiram ao programa estadual de microbacias e receberam a visita do agrônomo Antonio Vieira Campos, da Casa da Agricultura local. "Ele mandou cercar a mata para o gado não entrar e recomendou que recuperássemos a área degradada."

Com equipamentos do programa, foram construídas duas bacias de contenção na parte de cima do terreno. Na parte mais sujeita às enxurradas foram plantadas touceiras de bambu e outras espécies de crescimento rápido. Os resultados logo surgiram. Sem o gado comendo os brotos e plantas novas, a mata encorpou. A mina voltou a jorrar. "É uma água tão boa que a gente enche os galões para beber." O pasto passou a produzir mais e a produção de leite melhorou.
O melhor mesmo foi recuperar a mina. O veio de água tornou-se permanente e, além de abastecer gado e lavoura, encorpa o riacho que atende às propriedades vizinhas. Pequenos produtores de abobrinha e outras hortaliças usam a água para irrigação. "Do jeito que estava indo, o sítio ia acabar", diz José Carlos, que não se importa de destinar à reserva legal mais de 20% da área do sítio. "Quando passamos a cuidar da mata, tudo melhorou, até a lavoura."
Em Apucarana. Quando regularizou a situação da sua propriedade, em Apucarana (PR), há três anos, o cafeicultor Paulo Fenato perdeu 3, de 38 hectares de cultivo. Para recompor a área de reserva, arrancou 3.500 pés de café. Fenato não se sente punido, porém. "Foi necessário. Não só porque a lei pede, mas porque a preservação dos recursos naturais depende disso", diz ele, cuja propriedade está na bacia do Rio Pirapó, que, além de Apucarana, abastece municípios da região central do Paraná, como Maringá.
Compensar a redução na área de plantio não está sendo tão difícil. Com técnicas avançadas em uma pequena parcela da propriedade ele já igualou a produção anterior. "Substituí o plantio convencional pelo adensado em 2 hectares e já recuperei a perda. Se antes eu plantava 550 pés/hectare, agora planto 4.100 no mesmo espaço." Fenato pretende multiplicar a produtividade nos próximos anos, estendendo o adensamento para toda a lavoura.

Em relação às vantagens de preservar, Fenato diz: "A paisagem mudou. Depois que reflorestei minha propriedade ela voltou a ter vida, com bichos e pássaros", diz. Ele frisa a importância da preservação. "Quanto mais a natureza sofrer, mais nós, produtores, sofreremos". Para preservar as mata ciliares e manter a reserva legal, ele recebe da Prefeitura de Apucarana um prêmio mensal de R$ 562. Junto com outros 68 produtores, ele integra o Projeto Oásis Apucarana, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, que visa a incentivar a conservação das matas em torno dos Rios Pirapó e Tibagi, que banham a região.

Também em Apucarana, o sojicultor Satio Kayukawa diz que nunca contou com os 9 hectares de área de preservação de seu sítio. Quando comprou a propriedade de 36 hectares, no fim da década de 1980, ela já possuía essas áreas de reserva e só mexeu nelas para substituir 1.800 eucaliptos por árvores nativas. Há, dentro da propriedade, seis nascentes, que ele diz cuidar com zelo. "Elas são minha garantia de água boa." O investimento em variedades de soja mais produtivas permitiu ao produtor tocar a propriedade sem expandir a área de plantio, de 17 hectares.
Casa Branca. Em Casa Branca (SP), o agricultor Odair Mira investe em uma área de reserva legal no sítio no qual é sócio com o irmão. "Não quero ter problemas com a lei e, além disso, sempre adotei práticas conservacionistas, como curvas de nível", diz Mira, que possui 48 hectares e cultiva milho e feijão. Para preservar 20% da área, ele abriu mão de parte do pasto, agregando-o a um trecho de mata. "Retirei os animais e cerquei a área. Fiz um projeto de reflorestamento, mas ainda não sei quanto vou gastar." Ele conta que há seis anos, dentro do programa de microbacias do governo estadual, obteve R$ 5 mil de financiamento para investir na preservação. "Comprei calcário, cerca, arame, mourão, mudas, tudo com recursos desse projeto. Plantei 500 mudas que hoje ajudam a compor a área de reserva", diz. "Nunca mais tive problema com erosão." Mesmo sabendo que a reserva não dará retorno imediato, ele acredita que o investimento trará outro ganho, já que o sítio está em área de microbacia e é cortado por um córrego que ajuda no abastecimento de água de vários produtores. "Na seca, o córrego some", diz. "A reserva deve nos ajudar a ter água o ano todo." Na região, muitos produtores cultivam feijão e adotam a irrigação por pivô. Mira acredita, porém, que 20%, para um pequeno produtor, é muita coisa. "Se plantando alguma coisa já é difícil ter lucro, imagine abrir mão de 20% de área? Não adianta só o produtor preservar a mata. Cada um precisa fazer a sua parte." / COLABOROU FERNANDA YONEYA
Matéria divulgada por "Manchetes Socioambientais"

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Associação Indigena "ANDAIÁ" em Araxá reivindica direitos

Representantes da ANDAIA na Câmara Municipal de Araxá
Foto: Jornal Araxá

03/11/2010
Gostaríamos de registrar que,após anos de luta o atual prefeito de Araxá MG Dr Jeová,homem de visão humanistica e cultural,atendeu as reinvindicaçôes da Associação Indigena "ANDAIÁ" e fêz uma doação de área rural para implantação de uma reserva ambiental/cultural indígena, numa região de preservação ambiental em 2009 na qual,iremos cuidar e perpetuar as nossas tradições,cultura e espiritualidade, gerando turismo,inclusão social, geração de renda e intercâmbio cultural na comunidade indígena do planalto de Araxá MG.

Foram realizados dois fóruns comunitários na câmara municipal em datas diferentes e em 25/11/2010 o projeto iria ser votado quando, os fazendeiros vizinhos, sem motivo que justifique, entraram com representação contra. Entendemos que é uma forma de intolerância racial e social não querer uma comunidade indígena,entidade jurídica reconhecida de utilidade pública e que presta relevantes serviços de cultura e preservação ambiental e histórica comprovados, como vizinhos. Estamos aguardando para os próximos dias uma reunião entre as partes e o prefeito, enquanto isso, não podemos entrar siquer, nas terras que nos foram doadas em setembro de 2009 com cobertura da imprensa e orgãos oficiais municipais.

Saudações e agradecimentos:
Edson Adolfo Karcará-Urú-Arachás
Cacique presidente da Assoc.Indígena "ANDAIÁ"da Região de Araxá,MG.


Extraordinário lixo imaginário-por Leonardo Brant-Cultura & Mercado

Estamos à beira da premiação do Oscar. E como bons colonizados cultuaremos, como em todos os anos, o modo de vida superior, a raça dos afortunados, dos que consomem 70% dos recursos disponíveis, transformando e devolvendo sua matéria não reciclável nas redes e telas de todo o planeta. Mais de 80% do mercado audiovisual concentra-se nas mãos de um oligopólio que age com o poder e o aval do Estado mais poderoso do mundo. O extraordinário lixo imaginário que vem de lá transforma-se em lixo real, com latas e pets de Coca-Cola e caixas de McDonalds.
O Oscar deste ano tem um gostinho especial para os brasileiros. Lixo Extraordinário, que retrata o processo criativo do artista Vik Muniz no maior aterro sanitário do mundo, o lixão de Jardim Gramacho, no Rio, concorre na categoria de melhor documentário. Apesar de bancado com dinheiro (público?) brasileiro, quem contabiliza a indicação é o Reino Unido. O Brasil faz-se representado na mais concorrida cerimônia do mundo das celebridades, não só por Vik, mas também pelo catador Sebastião Carlos dos Santos, o Tião.

O carvão que move a locomotiva do consumo continua sendo a indústria audiovisual global, que se camufla onipresentemente por TVs, computadores, celulares, videogames portáteis e telas em lares, ônibus, metrô, praça pública, bares e restaurantes, pelas bibocas mais longínquas do planeta. Para a indústria do entretenimento tudo é descartável e vira lixo no momento seguinte, quando sai de cena. E quando sai de cena, deixa de existir no mundo maravilhoso da mídia. Mas não da nossa vida real.

O lixo toma conta e denuncia uma sociedade doente, como prenunciava Wall-E, ganhador de Oscar de melhor animação de 2009, enquanto os humanos, distraídos por telas portáteis em um cruzeiro de entretenimento intergalático, são salvos por um simpático robô que comprime e recicla os dejetos humanos, apaixonado por uma sonda em busca de qualquer sinal de natureza na Terra.
Tião é o novo anti-herói brasileiro, devorado pelos abutres da grande imprensa. Se ganhar o Oscar vai parar no Faustão, Gugu, Big Brother, estampará as páginas internas de Caras e a capa da Veja. E voltará ao lixão, como no excelente “A pessoa é para o que nasce”, de Roberto Berliner.


Cidadania no buraco do poste em Ouro Preto

Beethoven, recebo o boletim eletronico do meu amigo Flavio Andrade, vereador na Imperial Cidade de Ouro Preto. Neste, um caso da escola de cidadania do Milo Sabino, cujas atitudes em defesa das árvores são semelhantes às do ouropretano. Envie pro Cacá. Abraços, Leonardo(*)

O supermercado SJ, na rua Alvarenga, nas Cabeças, está aumentando a sua carga elétrica. A Cemig, o IPHAN e a Prefeitura aprovaram a obra. O transformador seria colocado num poste de concreto a ser fincado na escadaria da casa da família Benitez, na esquina da Alvarenga com a rua Prof. Honório Esteves.

O problema é que, na análise feita pelos órgãos, alguns não viram que tinha um poste e outros não sabiam que aquela casa é do século 18, uma das mais importantes do nosso conjunto histórico.

Na sexta feira, a empreiteira abriu a rua, furou o buraco e ia instalar o poste. Foi quando o jovem Rodolfo Benitez, morador da casa, se indignou e não permitiu aquela agressão ao patrimônio histórico: sentou-se dentro do buraco e falou que não se colocaria poste nenhum naquele local.

Chamado ao local, constatei o absurdo. Conversei com o Secretário de Patrimônio e Desenvolvimento Urbano, Gabriel Gobbi, e com o Diretor do IPHAN, Rafael Arrelaro. Ponderei-lhes que, mesmo aprovado, o projeto merecia ser revisto, face à revolta dos moradores e ao impacto visual que causaria.

Imediatamente, Gobbi determinou o embargo da obra. No mesmo dia, após reunião da empresa com o IPHAN e a PMOP, decidiu-se que o transformador será colocado num poste já existente do outro lado da rua, e fiação até o supermercado será subterrânea.

Agradeço ao Gobbi e ao Rafael o pronto atendimento a uma demanda da comunidade. E parabenizo o Rodolfo pela sua atitude. Cidadania se pratica a todo momento e em qualquer luigar. Até no buraco de um
poste.

Flávio Andrade
Vereador do Partido Verde

*Leonardo Teixeira é irmão de Beethoven Teixeira, Secretário Adjunto do TEU e membro da Associação Amigos de Peirópolis. Milo Sabino é Conselheiro do TEU e ator no Ponto de Cultura Cordas do Cerrado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Presidente do PV rebate posições sobre Código Florestal - sobre reportagem de Renata Gomide - JM


Foto: Conceição Amaral/ Amda
(Manifestação na Savassi-BH, em defesa do Código Florestal/reproduzida no blog Voz do Cerrado) 

Em reportagem do Jornal da Manhã de Renata Gomide lemos:
"O ativista ambiental e presidente da comissão provisória do Partido Verde de Uberaba, Carlos Perez, o Cacá, disse ontem concordar com o posicionamento da Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (Amda), que, na quinta-feira (24), fez uma manifestação"  contra as mudanças no Código Florestal, com duras críticas aos "deputados federais Marcos Montes (DEM) e Paulo Piau (PMDB). Ambos integram a Comissão Especial instalada no Congresso para analisar o texto e foram alvo do manifesto, realizado na praça da Savassi, em Belo Horizonte".

"Cacá assegura que a presidente da Amda, Dalci Ricas, está corretíssima quando diz que as mudanças propostas pelo novo Código Florestal podem acarretar a aceleração de processos de perda da biodiversidade face ao aumento da destruição de matas. E diz não acreditar que Paulo Piau tenha se referido aos manifestantes quando afirmou que algumas pessoas ligadas à questão ambiental “são vesgas, míopes ou então querem tirar proveito do tema”. De acordo com o dirigente partidário, a Associação é integrante do Fórum Permanente de ONGs Ambientalistas de Minas Gerais e congrega pessoal técnico capacitado, entre os quais, professores universitários.

Na opinião de Cacá, quando Piau diz que se considera entre os que querem trabalhar com respeito ambiental, faltou esclarecer que seu voto pela aprovação do texto do novo Código Florestal significa menos Áreas de Preservação Permanente (APP) e reservas legais. O posicionamento de Marcos Montes também não foi poupado pelo ativista e líder partidário. Segundo ele, quando o democrata afirma que até 2050 o Brasil deverá responder por 50% da produção mundial de alimentos, deixou de revelar que para tanto não é necessário promover o desmatamento daqueles espaços".
"Conforme Cacá, tanto a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência quanto a Academia Brasileira de Ciência desmentem essa versão" de que é preciso aumentar a área de produção e consequentemenete diminuir as áreas verdes. Continua a jornalista: "O presidente do PV também rechaça a declaração de MM de que o texto do Código é fruto de muita discussão através de audiências públicas. De acordo com ele, no evento realizado em Uberaba não houve debate algum. “O que se viu foi um verdadeiro lobby da cúpula ruralista que não sabe ouvir, nem dialogar com a sociedade civil”, lembra. Para ele, na verdade, o país carece de uma política agrícola, agrária, ambiental e social", finaliza a jornalista.
Quero aqui deixar de público meu agradecimento à jornalista Renata Gomide e ao Jornal da Manhã pela atenção e destaque ao tema, que é grave e urgente.
Enviei à mesma, trecho de Carta enviada ao Deputado Marcos Montes em janeiro de 2009, assinada por vários ambientalistas de Uberaba, solicitando ao congressista que votasse contrário ao relatório do Deputado Federal Aldo Rebelo, que propõe mudanças ao Código Florestal, às quais julgamos maléficas, assim como a SBPC e a Academia Brasileira de Ciências também criticam a posição de Rebelo, e tantas outras ONGs ambientalistas, instituições e partidos políticos. 

Citamos como exemplo a cidade de Extrema, que em parceria com o Banco Mundial e ONG internacional, remunera em R$ 125 por hectare/ano o produtor rural na preservação de APPs e cobertura florestal. Medida de desenvolvimento sustentável defendido pela ex-senadora e ex-Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, e que propomos para nossa querida Uberaba, valorizando o meio ambiente e o Homem do Campo.
Carlos Perez  
Coordenador do Voz do Cerrado
Presidente do Partido Verde/Uberaba
Presidente do Teatro Experimental de Uberaba

Veja site da AMDA e saiba mais sobre o manifesto:

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

I SEMINÁRIO TECNOLÓGICO DE RECICLAGEM DO TRIÂNGULO MINEIRO E ALTO PARANAÍBA EM UBERABA-COOPERU

Vale Fertilizantes tem de cumprir medidas ambientais - JM - por Alexandre da Matta


A desembargadora federal do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, Selene Maria de Almeida, deu provimento ao agravo do Ministério Público Federal (MPF) de Uberaba em desfavor da Vale Fertilizantes S/A, ex-Fosfertil. O TRF cassou a decisão da Justiça Federal de Uberaba, que havia indeferido anteriormente o pedido de liminar impetrado pelo órgão em Ação Civil Pública.

A liminar obriga a empresa a cumprir imediatamente 24 medidas de prevenção ambiental, tais como o tratamento imediato das águas utilizadas no complexo industrial, de modo a impedir que essa água poluída seja despejada no córrego Gameleiras, afluente do rio Grande.

Segundo a desembargadora, “o meio ambiente danificado não tem à disposição tempo para aguardar uma eventual condenação do degradador para apenas então observar a adoção de medidas de recomposição ou proteção, sem perder de vista que o dano ambiental não pode, em circunstância alguma, valer a pena para quem o pratica”.

Na ação, o MPF diz que, segundo dados da própria Vale Fertilizantes, para cada tonelada de ácido fosfórico produzido pela empresa, resultam cerca de 4,8 toneladas de fosfogesso, um rejeito com traços de radioatividade. Das mais de três milhões de toneladas de fosfogesso produzidas por ano, apenas 0,8 milhão tem comercialização para uso agrícola. O restante é acumulado numa pilha, com 120 hectares de área e 57 metros de altura, o equivalente a um edifício de 19 andares.

Essa pilha gigantesca de rejeitos químicos está depositada em área de preservação permanente, às margens do rio Grande, integrante de uma das mais importantes bacias hidrográficas da região central do país.

O MPF alerta ainda para o risco de rompimento da pilha e das lagoas de contenção, como inclusive já aconteceu em duas ocasiões, quando uma das barreiras de contenção do depósito de gesso cedeu, vazando enorme quantidade de produtos químicos no meio ambiente, o que causou a mortandade de peixes, animais da fauna silvestre e perda da vegetação.

De acordo com o MPF, a situação é grave e requer a adoção de medidas imediatas. Quando assumiu a direção da Fosfertil, a Vale entrou em contato com o MPF e se dispôs a buscar solução para os problemas ambientais expostos na ação judicial. As negociações prosseguem. A empresa afirma já ter cumprido cerca de 80% dos pedidos liminares feitos pelo MPF.

Fonte:
http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,1,GERAL,41806

Comentário:
Parabéns à Desembargadora Federal Selene Maria de Almeida. Sua justificativa merece ser novamente lida, revista e dita em alto e bom tom:
“o meio ambiente danificado não tem à disposição tempo para aguardar uma eventual condenação do degradador para apenas então observar a adoção de medidas de recomposição ou proteção, sem perder de vista que o dano ambiental não pode, em circunstância alguma, valer a pena para quem o pratica”.




Queijo é comercializado com exigências sanitárias - JM

 
Mesmo depois da apreensão realizada pelo Procon e Vigilância Sanitária, na manhã de terça-feira, dia 22, o queijo Minas continua sendo vendido em Uberaba. Porém, consumidores e comerciantes criticam exigências feitas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária, o IMA.

No Mercado Municipal a maioria dos empresários teve o queijo que estava exposto apreendido. Edson José de Sousa, comerciante, conta que tem toda a documentação e registros exigidos, o único problema apontado pelos fiscais durante a abordagem foi a falta de refrigeração. “Agora, tanto nós quanto os consumidores teremos de nos adaptar. Pois vou ter que refrigerar outra bancada, e o sabor do queijo quando ele é ensacado e refrigerado fica diferente. Ainda não tem como saber se isso vai causar impacto nos lucros”, ressalta.

Hosana Reis Caetano compra o queijo Minas quase toda semana, ela conta que não aprova as exigências feitas e as considera excessivas. “O queijo muda totalmente o sabor e não tem como comprar um maduro, no ponto para o tradicional pão de queijo. Por que a vigilância não vai fiscalizar outras coisas mais sérias, e fica implicando? Quantas pessoas que dependem disto para viver”, completa.

O consumidor ainda encontra o queijo artesanal para comprar, mas agora todos deverão estar dentro das normas estabelecidas, que vão continuar a serem fiscalizadas. Ou seja, embalado a vácuo, com as informações nutricionais e de validade, além de certificado pelo Serviço de Inspeção Municipal.


Comentário: O queijo Minas é nosso patrimônio cultural e histórico, e portanto, merece um maior estudo. Acredito que é possível comercializá-lo de modo seguro e sem perder sua identidade.

Aécio Neves defende fim das coligações - JM

Durante as discussões envolvendo a convocação do substituto de Antônio dos Reis Gonçalves, o Lerin (PSB), na Câmara de Uberaba – que por força de liminar da Justiça deu posse ao suplente do partido –, o presidente do PR local, Antônio Sebastião de Oliveira, o Toninho, previu que em se mantendo esse entendimento, as coligações partidárias não teriam mais sentido.

Ainda ontem, o senador Aécio Neves (PSDB) – que integra a Comissão da Reforma Política, instalada no Senado – defendeu o fim das associações entre as legendas, para corrigir o que chamou de algumas distorções do modelo político brasileiro.

A justificativa é evitar o surgimento de “milhares de Tiriricas”, em referência direta ao humorista e deputado federal Francisco Everardo Oliveira Filho (PR-SP), eleito com mais de 1,3 milhão de votos e que “puxou” outros três candidatos, bem menos votados. Segundo o mineiro, o republicano foi escolhido legitimamente, mas o fim das coligações visa a evitar a posse de postulantes aos cargos legislativos que não tiveram a votação necessária para se sentar no parlamento. “Em todas as eleições, temos, com maior ou menor impacto, aqueles chamados puxadores, que poderiam se eleger, mas sem trazer consigo um conjunto de eleitos por outros partidos”, disse Aécio.

O fim dessas associações significa uma mudança radical na escolha dos deputados, sejam federais ou estaduais, e também dos vereadores. Atualmente os ocupantes desses cargos são escolhidos pelo sistema proporcional, baseado no coeficiente eleitoral, em que as vagas são distribuídas conforme o total de votos recebidos pelas legendas ou coligações. Sendo assim, o partido tem direito a um número de eleitos e, por isso, nem sempre quem conquista uma cadeira de parlamentar é o que foi mais votado.

A proposta que está sendo discutida e que foi apelidada de “Lei Tiririca” substituiu o sistema proporcional pelo majoritário simples, ou seja, os candidatos mais votados é que ficarão com as cadeiras, assim como nos pleitos para a escolha do presidente da República, governadores e prefeitos, além dos senadores.

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) também é defensor do voto majoritário simples. Para ele, os partidos não vão mais buscar nomes que possam trazer muitos votos, nem vão procurar um grande número de candidatos para fazer 2,3 mil votos ou menos, só para engordar o coeficiente eleitoral.


Onça é internada no Hospital Veterinário


Foto: Jornal da Manhã

Onça do Parque Jacarandá, com 16 anos de idade, foi encaminhada em estado grave para o Hospital Universitário Veterinário para tratamento de coluna. (...)
O professor e médico veterinário Cláudio Yudi conta que a onça mancava há algum tempo, mas o problema veio se agravando a ponto de atrapalhar a rotina do animal. “Depois de vários exames, foi diagnosticado que a onça tem bico de papagaio, uma doença comum em seres humanos. Como o animal está em idade avançada, não vamos optar pela cirurgia. O tratamento será feito por medicamentos”, ressalta.
A onça suçuarana, também chamada de puma e onça-parda, vive em média entre 16 e 23 anos em cativeiro e no seu habitat natural vive entre 12 a 19, de acordo com alguns especialistas. O nome suçuarana vem do tupi susua’rana (semelhante ao veado, na cor do pelo).
O animal voltará para a exposição no zoológico Parque Jacarandá assim que estiver recuperado.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Executiva do PV e representantes da comunidade se reúnem com o Presidente Dutra na CMU

Presidente da CMU, Luiz Dutra, Presidente do PV Cacá Perez, Membro da Executiva do PV Israel Garcêz,
Alessandra e Émerson (representantes da pessoa portadora de deficiência) na sala da Presidência.

Executiva do Partido Verde-PV, acompanhada de representantes da pessoa portadora de deficiência, se reuniram com o Presidente da Câmara Municipal de Uberaba, Vereador Luiz Dutra (PDT), nesta terça, dia 22 de fevereiro.
Na pauta, vaga de estacionamento para veículos dos portadores de deficiência, projetos de sustentabilidade ambiental e projetos culturais em parceria com a CMU.
O Presidente Dutra se mostrou entusiasmado com a visita dos representantes do PV e dos movimentos sociais, defendendo o diálogo e o bom senso na solução dos problemas a serem enfrentados.
Em relação às vagas para os portadores de deficiência chegou-se ao consenso de que as três vagas existentes no entorno da Praça Rui Barbosa (Elvira Shopping, Catedral e Rua Manoel Borges) terá fiscalização reforçada, evitando a má utilização por parte daqueles que não respeitam a sinalização. A vaga para embarque e desembarque adotada recentemente à frente da Câmara, poderá e deverá ser usada também para o portador de deficiência, devendo apenas respeitar o tempo delimitado, comum a todos.
Um dos representantes da executiva do PV, ambientalista e ativista Israel Garcêz, sugeriu a implantação da "vaga solidária", que posteriormente poderá ser adotada pelo município, em ocasião oportuna.
Alessandra e Émerson disseram de suas preocupações em relação à ADEFU e solicitou ao Presidente Dutra um acompanhamento mais próximo da situação da entidade, que atende os deficiente físicos.
O Presidente do PV, Cacá Perez, sugeriu que a Câmara adote um uso mais racional de papéis e a substituição por recicláveis, o que o Presidente Dutra se mostrou sensível à causa, dando como exemplo a reutilização do verso de documentos que seriam descartados, transformados em bloco de anotações.

Propôs também a fixação de adesivo em portão lateral da Câmara na Manoel Borges, indicando o acesso para o portador de deficiência à plenária das sessões da CMU, o que foi prontamente atendido pelo Presidente da Casa.

Dutra anunciou a implantação das ATIs - Academias da Terceira Idade, extensiva para crianças e portadores de deficiência, que deverão ser instaladas em praças públicas.

Cacá Perez, que também é Presidente da ong TEU - Teatro Experimental de Uberaba, aproveitou a reunião para solicitar ao Presidente Dutra que interceda junto ao Governo Municipal, na liberação das emendas do Vereador Godoy e do então Vereador Lerin, que beneficiam a entidade cultural, lembrando que a mesma tem utilidade pública municipal desde 1976.

Apresentou também propostas de parcerias entre a CMU e o TEU, já apresentadas ao Secretário da Mesa Diretora, Vereador Godoy, incluindo o "TEU SHOW", "TEU MÉRITO CULTURAL" e "PRATINHA DA CASA" que seriam transmitidos pela TV Câmara e aberto ao público.

Presidente do PV e do TEU é entrevistado no Programa "Em Dia" de Racib Idaló - TV Universitária

Presidente do PV e do TEU Cacá Perez e Racib Idaló no Estúdio da TV Universitária.
Foto: Alemão

O convidado do Programa "Em Dia" de Racib Idaló, transmitido ao vivo pela TV Universitária no dia 22 de fevereiro de 2011 foi o Presidente do Partido Verde/Uberaba, Cacá Perez, que respondeu perguntas dos telespectadores e do apresentador.
Questões sobre o meio ambiente, eleições 2012, composição do PV em nível municipal, estadual e federal, foram alguns dos temas abordados.
A defesa do Código Florestal e críticas ao relatório do Deputado Aldo Rebelo foi expresso pelo ambientalista.
As composições com partidos que defendem o código e posições mais conservadoras foram vistas com naturalidade, ressaltando a importância do diálogo e o respeito à diversidade de pensamentos.
A Bolsa Verde do Governo Estadual foi elogiada pelo Presidente do PV, que defende uma maior divulgação e ampliação do programa, destinado a incentivar com recursos o produtor rural que preservar matas nativas.
Sobre as eleições 2012 disse que o PV estuda todas as possibilidades, tanto de candidaturas próprias quanto de coligações, seja no primeiro ou segundo turno, caso aconteça. A sintonia com a Executiva Estadual para traçar metas a curto e médio prazos é fundamental e essencial para o êxito do partido no município.
Cacá Perez, que também é presidente da ong cultural TEU - Teatro Experimental de Uberaba, abordou a política cultural do município, fazendo críticas à demora na implantação do Sistema Municipal de Cultura, que conta somente com o Conselho Municipal, ressaltando porém, que este, apesar de ter sido eleito em 2009 só foi empossado em meados de 2010, tendo sua primeira reunião no início de 2011, ano em que acontece novas eleições, já que o mandato é de 2 anos.

Coluna Social de Jorge Alberto Nabut no JM destaca posse na ALTM

DA POLÍTICA. VÁRIOS políticos marcaram presença na posse de Narcio e Lídia, na Aciu. Lá estavam o deputado federal Paulo Piau, os deputados estaduais Adelmo Carneiro Leão e Lerin; Otávio Elísio, presidente do Instituto Unesco da Hidroex; vice-prefeito Paulo Mesquita com os secretários municipais Valdemar Hial (Saúde) e Rodrigo Mateus (Cultura), os vereadores Luiz Dutra, Tony Carlos e Godoy; gestora da CMU Evacira Coraspe, e presidentes de partidos Fábio Macciotti (PT), Luiz Cláudio Campos (PSDB) e Cacá Perez (PV). Prestígio! (...)

• Presidente da Fetpiu, professor Jair Lemes, e assessores inteligentes, como Tânia Mara Garcia e Gilberto Caixeta, desdobraram-se para que as posses de Narcio e Lídia, bem como os lançamentos dos livros, corressem à perfeição.

César Vannucci e Terezinha Hueb
Fonte: http://www.jmonline.com.br/novo/?colunas,15,SOCIAL,22/02/2011


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tentativa de Rasteira - Coluna Falando Sério do JM

Tentativa de rasteira. Mais uma investida sobre o PV/Uberaba. Pela terceira vez, político sem filiação partidária tentou desbancar a comissão executiva da sigla, agora liderada pelo músico Cacá Perez. Mas deu com os burros n’água. Tão logo deixou o gabinete do presidente do PV/MG em Belo Horizonte, Ronaldo Vasconcelos ligou para o advogado Marco Antônio Figueiredo, relatando a pretensão do visitante que se dizia seu amigo. Imediatamente, o secretário de Comunicação do PV/Uberaba ligou para o “amigo”, que, segundo ele, não teve coragem de assumir a atitude, admitindo apenas ter feito visita de cortesia a Vasconcelos.

Wellington Cardoso Ramos - wellingtoncardoso@terra.com.br

Fonte: http://jmonline.com.br/novo/?colunas,20,FALANDO+S%C9RIO

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ministério Público investigará espuma no córrego das Lajes - JM

Por causa dos constantes aparecimentos de espumas brancas sobre as águas do Córrego das Lages, imediações da rotatória da avenida Cândida Mendonça Bilharinho, início da Univerdecidade. A promotoria de Meio Ambiente de Uberaba irá investigar as causas do problema. A denúncia foi formalizada pelo ativista, Israel Alves Garcez no dia último dia 10.

Segundo o promotor responsável, Carlos Valera, o procedimento será a instauração de um Inquérito Civil para descobrir o que vem causando as espumas. “Eu já solicitei uma perícia no local, a fim de identificar os produtos e agentes de poluição do córrego”, afirma.

O promotor não descarta a possibilidade de a poluição ser proveniente do Distrito Industrial. “Existe essa possibilidade, temos de trabalhar com todas as hipóteses, mas a meu ver pode ser uma carga orgânica muito grande no local e com o calor há fermentação, ocasionando este fenômeno”, explica.

Valera avalia que as poluições dos córregos que cortam a cidade terminarão com o término do projeto Água Viva. “Com a instalação dos interceptores do projeto Água Viva a poluição, seja ela de onde for, será praticamente zero. Temos de ponderar este fato, a vida inteira o córrego vem sendo poluído e não vai ser do dia para a noite que sanaremos isto”, finaliza.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Podas assassinas


Fotos: Toninho Teixeira

As justificativas que ouvi foram que uma pessoa morreu, acho que foi em BH, porque caiu uma árvore na cabeça dela. Aí foi cair um galho justo em cima de um carro, em frente ao teatro da Fiemg.
Juntaram os dois fatos com a idade das árvores da praça Frei Eugenio e ... pronto! Estava definida a poda drástica e fora de época das dez Sete-copas centenárias. Ficou um calor infernal naquela rua.
Quem ordenou e quem concordou devia passar por lá todos os dias... para ir se acostumando com as temperaturas que enfrentarão após a morte... Não seria o caso de se retirar os carros e não as árvores, que já estavam lá primeiro? Para pensar: a quem interessa transformar o mundo em uma frigideira? E você, está de que lado?

Antonio Teixeira

Eleita nova diretoria do PV municipal - JU

09/02/2011 às 09:14

Foram realizadas no último final de semana as eleições da nova diretoria da Comissão Provisória municipal do PV. O novo presidente da sigla em Uberaba é Carlos Perez, que também comanda as atividades no Teatro Experimental de Uberaba.

De acordo com Carlos, logo após a eleição, os militantes do partido já realizaram uma primeira reunião, e o assunto foi para discutir as eleições municipais de 2012. “Por enquanto, ainda não temos nada oficializado, estamos avaliando todas as opções para que o partido lance candidatura própria”, comenta Carlos Perez, ressaltando a política de crescimento sustentável que o partido segue, como fez Marina Silva nas eleições 2010, sem radicalizar e uma política tranquila.

Entre os nomes que o partido avalia, o de Lourival Bessa, que tem uma vasta experiência no Executivo quando estava à frente do Sindicato dos Servidores Municipais, e também Teresinha Hueb de Menezes, integrante da Academia de Letras do Triângulo Mineiro. Além disso, o partido busca novas filiações, com nomes com capacidade para disputar a vaga de chefe do Executivo, como os vereadores João Gilberto Ripposati e Itamar Ribeiro e Edicarlo Carneiro, mais conhecido como “Kaká se Liga”, que disputou as eleições municipais em 2005, para vereador.

Além disso, está marcada para este final de semana a reunião do PV em Lavras, no sul de Minas, para tratar de sustentabilidade e política.

Composição – Na diretoria do partido está Carlos Perez como presidente, Lourival Bessa, 1° vice-presidente, Carlos Nogueira, como 2° vice-presidente, Maria Aparecida, secretária de Organização, Lélio Cipriano, secretário de Finanças, Fabrício Araujo, secretário de Formação e Marco Antonio Figueiredo, secretário de Comunicação. (GS)

Fonte: http://jornaldeuberaba.com.br/?MENU=CadernoA&SUBMENU=Politica&CODIGO=41501

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Partido Verde elege nova executiva municipal - JM

Da esq. p/ dir: Lélio, Marco, Nogueira, Israel, Bessa, Fabrício, Cacá e Cida.
Foto: Celso Provenzano/Arquivo PV
A Comissão Provisória do Partido Verde de Uberaba está sob novo comando, escolhido em reunião no final de semana. O ativista ambiental e músico Carlos Perez, o Cacá, vai presidir a executiva municipal, tendo ao seu lado os vices-presidentes, Lourival Bessa (1º) e Carlos Nogueira (2º). Nogueira, que até o ano passado comandava a sigla na cidade, pediu licença do posto durante o período eleitoral.

Fabrício Araújo, que foi candidato a deputado estadual em 2010 à revelia da legenda – que havia lançado o pastor Terso para disputar o mesmo cargo – e posteriormente se entendeu com os correligionários é, agora, secretário de Formação do PV. As demais Secretarias são ocupadas por Ana Aparecida Boaventura Carneiro (Organização), Marco Antônio Figueiredo (Comunicação) e Lélio Cipriano (Finanças). Israel Garcez é membro da Executiva.

Na mesma reunião em que foram escolhidas as lideranças do PV em Uberaba, discutiu-se a sucessão municipal, revela Cacá. De acordo com ele, os verdes abordaram várias opções, desde lançar candidatura própria até a composição de coligações com legendas afins, ou seja, que tenham como meta um programa de desenvolvimento sustentável para o município.

Cacá, que é recém-filiado ao PV (novembro de 2010), tem longa experiência partidária no PT, onde militou por 25 anos, até 2005, quando solicitou sua desfiliação. O grupo que agora comanda a legenda está buscando atrair nomes de peso para as fileiras verdes, como os dos vereadores Itamar Ribeiro (DEM) e João Gilberto Ripposati (PSDB) – um ex-filiado –, do diretor de Departamento da Fundação Cultural de Uberaba e comunicador Kaká Carneiro, da presidente da Academia de Letras do Triângulo Mineiro e educadora Therezinha Hueb de Menezes e da ex-secretária de Ação Social do município, Zilma Bugiato. Mas conforme o dirigente partidário, entre os filiados, Lourival Bessa e Figueiredo são nomes em potencial para disputar a PMU.


Charge do Toninho

Charge do Toninho

"AQUILO QUE NÃO PODES CONSERVAR NÃO TE PERTENCE"

Excelente frase divulgada na coluna FALANDO SÉRIO de Wellington Ramos do JM. Espero que muitos ruralistas e políticos a tenham lido.